28 de outubro de 2009

JOVEM ACHA SEU CÃO MORTO EM LABORATÓRIO DE ANATOMIA


Renê Moreira

Cosmo On Liner
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Jovem acha seu cão morto em laboratório de anatomia

27 de outubro de 2009

Após perder seu cãozinho de estimação e procurá-lo sem sucesso na tentativa de encontrá-lo, uma universitária de Franca teve uma surpresa desagradável. Ela localizou o animal morto e já no formol no laboratório de anatomia da faculdade em que estuda.

A situação inacreditável acabou virando caso de polícia, com o registro de ocorrência neste final de semana no plantão policial. A tutora do cão, que reside no Jardim do Líbano, diz que o perdeu há semanas e desde então passou a procurá-lo recorrendo inclusive ao auxílio de ONGs (organizações não governamentais) voltadas aos animais.
Relatou também que na semana passada levou um susto no intervalo das aulas, quando uma amiga a chamou para ir ao laboratório de anatomia da faculdade de veterinária da universidade. No local deparou-se com cerca de dez cães mortos no formol, sendo um deles seu melhor amigo desaparecido.

A estudante contou ainda que indagou aos responsáveis sobre onde teriam achado seu cachorro, recebendo como explicação que eles vinham de São Paulo. Obviamente insatisfeita, denunciou o caso a uma ONG e foi à polícia.
Doação da Prefeitura
Ao representante da ONG, a universidade alegou que recebeu os cães por doação da Prefeitura de Franca, que mantém na cidade um serviço de captura de animais. O feriado do ‘Dia do Servidor’, antecipado para esta segunda-feira (26), impediu a confirmação do ocorrido, já que a prefeitura está fechada.

A representante da UIPA (União Internacional de Proteção aos Animais) na região de Franca, Maria Aparecida Bernardes, considerou o caso grave. Para ela, é preciso saber como o cão foi parar na universidade. Ela aproveitou para criticar o uso de animais vivos em instituições de ensino: ‘Por que não usam bonecos como fazem na medicina? Não há justificativa para tanta judiação.’


Nota da Redação: O caso é gravíssimo e deve ser apurado e investigado. Infelizmente, nada trará esta vida de volta. A situação choca a todos quando o cão é companheiro de uma jovem que sofre sua ausência, mas é igualmente grave e triste o assassinato cruel de cães sem lar ou tutores, bem como o sacrifício de outros animais que sofrem desnecessariamente em laboratórios, todos os dias.







11 de outubro de 2009

POR QUE SER VEGETARIANO


Por que ser vegetariano

Nos dias atuais muito se fala a respeito de regimes alimentares, de nutrição balanceada e a medicina já reconhece o valor do regime vegetariano dentro de uma dieta adequada a uma vida longa e saudável.

Mas o motivo de eu estar defendendo o vegetarianismo está longe dos conceitos da medicina ou nutrição, mas sim dentro de uma consciência cósmica maior. Por muitos e muitos séculos, desde que o Ser Humano começou a habitar o planeta, o consumo da carne sempre foi abundante e preferencial. Primeiramente porque o homem primitivo não sabia ainda plantar e a caça era o meio pelo qual sua fome era saciada. Posteriormente, mesmo com o conhecimento de outras fontes de alimentação, a carne continuou sendo consumida em larga escala por causa do seu sabor e da sua facilidade de obtenção - ao contrário de uma colheita que requer muitos cuidados, a caça e a morte de um animal encerravam uma facilidade maior e mais rápida na obtenção de um alimento.

E assim a humanidade veio evoluindo até que chegamos ao ápice de nossa civilização no século 20 quando, então, surgiram diversas correntes filosóficas ou naturais defendendo ou condenando o consumo da carne por motivos de saúde ou de equilíbrio físico.

Hoje a carne tornou-se, como todas as empreitadas humanas contemporâneas, mais uma indústria de consumo. A carne é um produto; a pecuária e a avicultura são fábricas onde os animais são criados como numa linha de produção. É aí que precisamos parar e reavaliar até onde chegamos e onde queremos chegar. Será que a nossa evolução tecnológica e intelectual, ao invés de nos fazer evoluir, está nos fazendo regredir? Será que não podemos por um momento fazer uma reavaliação do que isso está significando?

A ciência já nos provou que os animais são seres vivos e o conhecimento da espiritualidade nos ensinou que eles têm um sopro de vida, sendo entes espirituais em desenvolvimento e evolução e que por esse motivo não deveriam ser tratados da mesma forma como um pé de couve ou de feijão. A similaridade física dos animais com os homens é muito grande, haja vista que eles possuem sangue, órgãos, cérebro e coração, exatamente como nós. Então, eles são realmente muito similares a nós orgânicamente!
 
Por causa disso podemos e devemos classificar os animais, dentro da natureza, como nossos irmãos menores, visto que também somos animais. O que nos distingue dos demais animais é o nosso cérebro que tem a capacidade superior de raciocínio e consciência; por esse motivo o homem foi escolhido pela Divindade para acolher os espíritos em estágio evolutivo avançado.

Então, nesta primeira análise, podemos chegar a duas conclusões: mantendo os animais numa linha de produção e tornando-os material de consumo, estamos de alguma forma escravizando e matando nossos pequenos irmãos da forma mais fria, insensível e inconseqüente possível. Afinal de contas, para quem come carne que diferença faria simplesmente não mais comer? Talvez a única diferença fosse o sabor da carne, o prazer da alimentação. Mas será que esse nosso prazer deve ter um preço tão alto para os nossos pequenos irmãos em evolução? Será que se ao invés de comermos carne, tivermos outros alimentos alternativos em nossa mesa, não sentiríamos o mesmo prazer?
Afinal de contas, comemos pela necessidade de sobrevivência ou pelo prazer? Até que ponto nos endividamos espiritualmente por mantermos nosso prazer à custa de tanta dor dos nossos irmãos menores?

Não quero aqui polemizar o assunto, mas apenas expor o motivo pelo qual me tornei vegetariano. Muito me entristece ver como os animais hoje são tratados, unicamente como um produto de consumo ou item de economia. Os noticiários da televisão mostraram este ano, cenas degradantes ligadas aos animais, por causa da gripe aviária e a febre aftosa. Milhões de aves sadias foram sacrificadas. Os tratadores as puxavam como se fossem restos de lixo e as colocavam dentro de grandes sacos. Foram mostradas cenas onde, para não terem trabalho de sacrificá-las, chegaram a enterrar as aves vivas, jogando com um trator terra sobre o buraco onde centenas delas se encontravam.
É também triste ver aves mantidas 24 horas por dia sob luz intensa para não dormirem, se alimentarem mais e crescerem mais rápido. Certamente esses criadores de aves, se pudessem, fabricariam frangos em duas horas, como se fossem um bolo ou uma torta.

Por outro lado, milhares de bois e vacas foram sacrificados somente porque alguns do rebanho tinham ficado doentes. Será que essas doenças dos animais nos ameaçariam se eles não fossem tratados como um produto na linha de produção? Será que devemos conviver com isso normalmente, ou seria preferível pensar um pouco a respeito?

Há muitas diferenças entre o homem dos séculos passados e o homem do presente. O homem evoluiu, aprendeu a pensar e a raciocinar com mais amplitude. Tem hoje à sua disposição uma grande gama de ensinamentos oriundos de todas as direções.

No passado, os animais eram mortos e serviam como alimento, mas não havia essa “indústria da carne” como é hoje. Há também uma grande diferença entre o homem civilizado e um índio que matava um veado no meio da selva para alimentar a sua fome ou de sua tribo.

O que os homens estão fazendo é cultivar os animais, como se fossem peças industrializadas. Mas animais não são coisas. São seres! Têm sangue, coração, fígado, pulmões. Têm uma centelha de vida. Têm espírito!

Não podemos mais tratar os animais como estamos tratando. O homem do século 21 deve mudar radicalmente sua forma de alimentação, olvidando seus instintos e seus prazeres egoístas em prol de uma vibração melhor para o planeta, sem mortes, sem cadáveres à mesa.

Seres não podem ser cultivados para servirem de alimentação, feitos em pastos ou viveiros com ração e hormônios, unicamente com a intenção do lucro, como objetos de supermercado. A vida animal não é produto de consumo, mas meio de evolução para as mônadas!

Diante desse quadro eu me pergunto: será que realmente somos civilizados? Ou nos comparamos ainda aos povos bárbaros do passado? Hoje ao invés das mãos usamos talheres, espetos, mesas com toalhas de algodão e churrasqueiras limpas para continuar nos alimentando com a vida dos nossos irmãos menores. Será que continuando assim, neste egoístico e mórbido prazer gustativo, chegarão para o nosso mundo as grandes mudanças e melhorias que tanto se preconizam? Se há tanta terra para plantar porque precisamos viver do sangue de outros seres, como vampiros?

É preciso parar para pensar. Infelizmente, a maior parte das pessoas não pensa, simplesmente se deixa levar pela onda da maioria. Ou não notaram ainda a seriedade dessa questão. A mídia não se manifesta, antes ridicularizando as opiniões contrárias aos seus patrocinadores, encarando a pecuária e a avicultura como instrumentos de economia, e não vendo animais e aves como seres vivos, pequenas almas em evolução.

Comer carne é um aspecto do livre arbítrio que Deus realmente nos deu e que cabe a nós exercitar. Mas por certo todos um dia responderemos, entre outras coisas, também por esta.

George Lee
Visite meu site pessoal: www.georgelee.com.br






10 de outubro de 2009

ANIMAIS AME-OS E OS DEIXE VIVER

 
                                                                                                         
 Antes de o homem habitar o Planeta Terra, aqui já havia os Reinos, mineral, vegetal e animal. O Planeta Terra é belíssimo, com sua diversidade mineral, vegetal, animal e até mesmo humana. Mas muito do que havia nos primórdios da humanidade e até mesmo nas últimas décadas está sendo dizimado pela ignorância e ganância humana, pois os seres humanos não compreenderam (a maioria) ainda que a sobrevivência da Natureza é a nossa sobrevivência.

A água que é Fonte de Vida para toda a vida no planeta está comprometida, poluída e entrando em escassez. Há muitas regiões do Planeta Terra que a sede e a seca tomam conta dos seres que lá vivem. O ar também está poluído, todo ser humano sabe que não é possível viver sem ar, mas, as grandes empresas, os governos e mesmo as pessoas “comuns” não tomam a iniciativa para mudar e cuidar melhor do ar que respiramos.

Vivemos momentos de grandes transformações no planeta Terra e em todo o Universo, com isso as diferenças sociais ficam cada vez mais evidentes. Os Reinos mineral, vegetal, animal e humano estão passando por grandes provações de fome, abandono e doenças. Se cada um de nós fizer a sua parte podemos amenizar tanto sofrimento.

Se cada um de nós se conscientizar do seu papel no mundo e na sobrevivência da vida na Terra poderemos minorar grande parte das catástrofes ecológicas que estão a caminho. Eu tenho esperança que ao acontecer tantas catástrofes naturais o ser humano acorde e tome uma atitude, afinal a vida na Terra pede socorro.

E um dos reinos mais dizimados é o reino animal, nossos irmãos menores que em geral estão tão próximos de nós. Eles não têm voz, mas falam com os olhos, com as suas ações amorosas.


Para os animais nós seres humanos somos como deuses, pois somos o reino imediato a sua evolução.
“Portanto, maus-tratos e indiferença de nossa parte frustram a natural devoção que eles estão prontos a nos dedicar e isso retarda seu progresso.
A agressividade do reino Humano – seus pensamentos de ódio e destruição, sua prática no massacre de milhões de animais especialmente para se alimentar – repercute negativamente sobre os núcleos internos das espécies.

Para colaborarmos na evolução dos animais, precisaríamos evitar palavras e pensamentos negativos e densos, co- responsáveis pela perpetuação da selvageria e por muitos desequilíbrios na Natureza.
Nosso convívio com um animal pode ajudá-lo não apenas a transcender o seu instinto agregário, mas domesticá-los ou, em outros casos, a interagir telepaticamente conosco.


A formação da alma no animal e o despertar de sua capacidade mental são facilitados em ambientes onde impulsos instintivos não prevalecem entre os seres humanos, onde há ordem e onde o amor incondicional é o condutor da vida.
 
Se o embrião da alma no animal é desenvolvido numa atmosfera de amor, isenta de agressividade, egoísmo exacerbado e de estímulos sexuais, ele vai transformando suas sensações, vai passando de gregário a social, vai estabelecendo relação pacifica com os demais seres. A alma que assim se forma pode sintonizar com esferas de vida elevadas, mundos onde no futuro iniciará sua experiência como indivíduo.”
 
C.W.Leadbeater e Annie Besant, nos lembra do sofrimento dos animais que são usados na nossa alimentação e dos quais nosso corpo físico não tem necessidade para viver, na verdade ao ingerirmos sua carne fenecemos numa série de doenças e problemas de todas espécies, além da crueldade que impomos a essas criaturas que são nossos irmãos de jornada.
(...) Temos, então, de lembrar que todos nós estamos esperando o tempo de paz universal e bondade – uma “era de ouro” quando não haverá mais guerra, um tempo em que o homem estará tão distante da rivalidade e da cólera que todas as condições do mundo serão diferentes daquelas hoje prevalecentes. Será que o reino animal também tomará parte neste bom tempo que está por vir – que este terrível pesadelo do abate em massa seja removido do mesmo?


(..) Os sentimentos de nervosismo e profunda depressão tão comuns devem-se, em grande parte, a esta terrível influência que se espalha sobre a cidade como uma calamidade. Não sei quantas milhares* e criaturas são mortas a cada dia, mas o número é muito grande. Lembre-se de que cada uma destas criaturas é uma entidade definida, não uma individualidade permanente, reencarnante como vocês ou eu, mas ainda assim uma entidade que possui sua vida no plano astral onde persiste por um considerável tempo.
 
Lembrem-se de que cada uma delas permanece para verter seu sentimento de indignação e horror por toda a injustiça e tormento que foi afligida. Compreendam por si mesmos a terrível atmosfera que existe em volta destes matadouros; lembrem-se de que um clarividente pode ver a vasta hoste de almas animais, de que ele sabe como são fortes os seus sentimentos de horror e ressentimento e o quanto isso repercute em todos os sentidos sobre a raça humana. Eles reagem principalmente sobre aqueles que são menos capazes de resistir-lhes – sobre as crianças, que são mais delicadas e sensitivas do que o adulto endurecido.
 
Trigueirinho também nos coloca em sua partilha: Segredos Desvelados:


“Se um animal nos ama, através deste amor é como se ele ficasse aberto a uma Graça que através de nós Anu Tea pode lhe passar.
E quando nós amamos um animal, pode também ficar aberto em nós uma porta, para que através de Anu Tea nós possamos receber uma expansão de consciência, um impulso que sem aquele amor pelos animais não poderíamos receber.
Isso é um trabalho em conjunto, é um trabalho que se faz com os dois reinos ao mesmo tempo.”
 
Dr.Christian Barnard (médico que fez o primeiro transplante de coração em humanos.)


"Eu comprei 2 chimpanzés machos de uma fazenda de criação na Holanda. Eles viveram em jaulas separadas, uma perto da outra, por muitos meses, até que usei um deles como doador de coração. Quando nós o sacrificamos, em sua jaula, em preparação para a cirurgia, ele gritava e chorava incessantemente. Não achamos o fato significante, mas isso deve ter causado grande trauma no seu companheiro, pois quando removemos o corpo para a sala de operação, o outro chimpanzé chorava copiosamente e ficou inconsolável por dias. Esse incidente me tocou profundamente. Eu jurei nunca mais fazer experimentos em criaturas tão sensíveis.”
 
*Segundo dados de ecologistas, espiritualistas e protetores animais a cada minuto são mortos 100 mil animais em todo planeta Terra.

Marlene (Amara Antara) 

"Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seu semelhante.”
                               Albert Schwweitzer

DIGA NÃO AO PL 4548 E PROTEJA OS ANIMAIS DOMÉSTICOS


Segundo a Lei de Crimes Ambientais, é crime praticar ato de violência contra qualquer animal. Porém, tramita no Congresso Nacional um Projeto de Lei (PL 4.548/98) que visa acabar com essa proteção para os animais domésticos.

Faça algo para protegê-los contra essa violência. Ajude agora através de uma simples ação online!

8 de março de 2009

OPINIÃO DO DR WILSON GRASSI SOBRE ESTERILIZAÇÃO QUÍMICA

Esterilização química – vamos abrir os olhos!
Quanto mais eu me informei sobre o assunto, mais preocupado fiquei, e sugiro que todos, protetores e veterinários, também se preocupem.
São duas injeções de gluconato de zinco, de até 2,0 ml, aplicada uma em cada testículo, e talvez uma segunda dose tempos depois. Não precisa ser veterinário o aplicador. Com o tempo, o produto provoca uma isquemia e o testículo vai se transformando em uma fibrose. Se a aplicação provoca muita dor, não vou afirmar, mas posso desconfiar. Se o lento processo de fibrose provoca uma dor constante, ainda não sabemos. Em quantos animais surgirá uma ulceração e deverão ser posteriormente castrados, ainda não sabemos, mas temos más notícias vindas do co-irmão México. Se o depósito deste metal causará tumores com o passar dos anos, também ainda não sei, mas tem uma coisa que eu sei: jamais a um produto testado no Brasil em apenas 11 animais poderia ser consentida a venda e distribuição de milhares de doses. O produto foi certificado no Ministério da Agricultura com um trabalho simplista e diminuto, e que só levou em conta se o produto causa esterilidade ou não. Uma afronta ao bom senso! Em momento algum foi avaliada a questão do bem-estar animal. Nenhum teste, dos vários disponíveis foi realizado neste sentido. Jamais um produto para uso humano seria ou será liberado para uso em larga escala após testar em apenas onze pessoas. Por que para cães poderia? E muitas outras coisas ainda não entendi: porque um produto não usado nos EUA, nem na Europa, e mal sucedido no México, deve ser introduzido dessa forma no Brasil? Como empresários da indústria farmacêutica, de uma hora para outra ficaram preocupados com o abandono de animais? Por que houve tanta ingenuidade de figuras conceituadas da proteção animal dando apoio a um projeto tão estapafúrdio e precipitado? Dos vários “pais” da criança, suspeito que nenhum teve a coragem de testar o produto em seus próprios animais, mas agora sugerem que as prefeituras façam de cobaias os já tão sofridos.

Eliminação de gatos invasores em ilha australiana leva a catástrofe ambiental

Foto: Arko Lucieer/Universidade da Tasmânia/NYT
 

Encosta destruída por coelhos depois da erradicação de gatos na ilha (Foto: Arko Lucieer/Universidade da Tasmânia/NYT)

Eliminação de gatos invasores em ilha australiana leva a catástrofe ambiental
Sem os felinos, população de coelhos devastou vegetação do lugar.
Caso é lição para pesquisadores que tentam deter espécies exóticas.
Elizabeth Svoboda Do 'New York Times'
Com seus duros e verdes penhascos e céus repletos de névoa, a Ilha Macquarie – na metade do caminho entre Austrália e Antártida – se parece com a Meca de um amante da natureza. No entanto, a ilha recentemente se tornou uma sóbria ilustração do que pode acontecer quando os esforços para eliminar uma espécie invasora acabam causando danos colaterais imprevistos.
Em 1985, cientistas australianos iniciaram um ambicioso plano: dizimar os gatos não-nativos que viviam nas colinas da ilha desde o início do século XIX. O programa começou por uma aparente necessidade – os gatos estavam caçando pássaros nativos. Vinte e quatro anos depois, uma equipe de cientistas da Divisão Antártica Australiana e a Universidade da Tasmânia relatam que a remoção dos gatos inesperadamente causou uma destruição no ecossistema da ilha.
Sem os gatos, os coelhos da ilha (também não-nativos) começaram a procriar descontroladamente, destruindo plantas nativas e enviando efeitos por todo o ecossistema. As descobertas foram publicadas online na revista científica "Journal of Applied Ecology", em janeiro. “Nossas descobertas mostram que é importante que os cientistas estudem todo o ecossistema antes de realizar programas de erradicação”, diz Arko Lucieer, perito em sensoriamento remoto da Universidade da Tasmânia e co-autor do estudo. “Não houve muitos programas que levaram todo o sistema em consideração. Você precisa entrar em modo cenário: ‘Se matarmos este animal, que outras conseqüências poderemos observar?’”

Caçadores de focas introduziram os coelhos na ilha Macquarie em 1878, compondo o problema das espécies invasoras na ilha de 40 km de comprimento. Em 1968, quando as autoridades introduziram um vírus fatal na tentativa de matar os coelhos, a população havia alcançado mais de 100 mil. A estratégia funcionou; na década de 1980, a população de coelhos havia caído para menos de 20 mil. Mas isso significava que os gatos, que dependiam dos coelhos para fonte de alimento, começariam a comer os pássaros marinhos em seu lugar.

Gatos mortos

Para avaliar as conseqüências da iniciativa de matar os gatos, a equipe de ecólogos comparou imagens de satélite tiradas da ilha em 2000, o ano em que os últimos gatos foram mortos, com uma série tirada em 2007. Quando as vegetações morrem, a aguda queda no conteúdo de clorofila reduz o reflexo da radiação infravermelha, de maneira que pode ser gravada.

“Você pode ver claramente a diferença entre plantas saudáveis e mortas em nossas imagens”, diz Lucieer. “A vegetação viva aparece como vermelho brilhante.” Os cientistas também estudaram detalhadamente lotes de terra para avaliar sua composição de espécies de plantas.

As imagens mais recentes do satélite revelaram uma paisagem completamente diferente. A grande população de coelhos havia destruído os exuberantes espaços gramados nas colinas costeiras, deixando-as nuas. Capins e ervas exóticas começaram a conquistar as colinas, formando uma densa rede de folhas e troncos que, em alguns lugares, evitavam o acesso dos pássaros marinhos nativos a locais adequados para ninhos.
Comum até demais
A ruína da Macquarie não é um incidente isolado; muitos outros programas de remoção de espécies já infligiram danos em ecossistemas próximos. Na Nova Zelândia, conservacionistas decidiram dizimar três espécies introduzidas com um programa – ratos, marsupiais e arminhos – ao envenenar os dois primeiros.

A idéia era que a operação de envenenamento eliminaria as populações de arminhos por associação, pois os ratos eram uma parte crítica da alimentação dos arminhos. Mas quando o plano teve início, no início dos anos 1990, os arminhos não desapareceram. Com a ausência dos ratos, eles começaram a caçar pássaros nativos e ovos de pássaros.

Similarmente, no oeste dos Estados Unidos, a remoção de arbustos exóticos ameaçou uma espécie em extinção de pássaros cantantes, o papa-moscas do sudoeste. Os arbustos, que suplantaram grande parte da vegetação nativa, sugam tanta água que constringem canais de rios e tornam o solo mais salgado, mas também oferecem um importante habitat de ninhos para o papa-moscas.

Em 2005, funcionários do Departamento de Agricultura começaram a soltar besouros desfolhantes para controlar as populações do arbusto. Em dezembro de 2008, o Centro pela Diversidade Biológica revidou, registrando uma nota de intenção para processar o departamento – por falhar em colaborar com o Serviço de Peixes e Vida Selvagem para encontrar uma maneira de proteger o papa-moscas.

Os cientistas que estudaram a Ilha Macquarie acrescentaram suas descobertas àqueles resultados anteriores e esperam que os ecólogos abordem os futuros esforços mais holisticamente, realizando amplos trabalhos de background sobre potenciais conseqüências da remoção de espécies exóticas muito antes de iniciar programas de matança.
Perdas e ganhos
“Houve centenas de esforços de erradicação de espécies invasoras, e a grande maioria resultou em claros ganhos de conservação”, diz Erika Zavaleta, ecóloga da Universidade da Califórnia em Santa Cruz. “Mas a Ilha Macquarie é um novo e claro exemplo dos inesperados efeitos colaterais que podem ocorrer.”


Para evitar a piora nos problemas ao tentar solucioná-los, diz Zavaleta, os pesquisadores precisam planejar e monitorar como seu mantra. “Os cientistas precisam fazer a si mesmos perguntas vitais, como de que forma todas as espécies na ilha interagem entre elas.”


A Ilha Macquarie oferece uma chance de se fazer exatamente isso. Um novo programa de erradicação em planejamento tem como foco milhares de ratos, camundongos e coelhos. Na teoria, isso deve eliminar terríveis ameaças à fauna e vegetação locais, porque os coelhos acabam com os capins nativos e os ratos e camundongos comem os filhotes de pássaros marinhos. Mas desta vez, os administradores estão preparados para realizar correções de curso se as coisas não caminharem de acordo com o plano.


“Este estudo demonstra claramente que, ao fazer um esforço de remoção, você não sabe exatamente qual será o resultado,” diz Barry Rice, um especialista em espécies invasoras da organização Nature Conservancy. “Você não pode simplesmente entrar e fazer um único golpe cirúrgico. Qualquer tipo de ação que fizer seguramente causará algum dano.”

FONTE 
:http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1018037-5603,00-ELIMINACAO+DE+GATOS+INVASORES+EM+ILHA+AUSTRALIANA+LEVA+A+CATASTROFE+AMBIENT.html

13 de fevereiro de 2009

CLORETO DE MAGNÉSIO PARA ANIMAIS


  Cloreto de Magnésio? Uma verdadeira panacéia... também para os animais

Autora: Marie-France Muller - doutora em psicologia e naturopatia
Capítulo 5 - págs 38 a 55 do livro Medicamentos suaves para animais para melhor curá-los e amá-los.

Editor - Jouvence Editions - France


Tradução livre: NINA ROSA JACOB

Argila e cloreto de magnésio são, a meu ver, insubstituíveis por sua simplicidade de aplicação, sua importante eficácia e seu baixo custo. Você conhece esse remédio maravilhoso, simples, não tóxico e barato? Ele permite que você cure a você mesmo e a seus animais por alguns poucos reais, mesmo quando os antibióticos parecem não resolver. Trata-se de um remédio muito fácil de encontrar, é vendido sem receita, em qualquer farmácia.

Resultados rápidos

Pouco ou mal conhecido, (diria mesmo desconhecido, ) o cloreto de magnésio normalmente permite obter resultados rápidos e espetaculares, inclusive em alguns casos de patologias graves ou agudas, e em um bom número de doenças infecciosas.

O Professor Delbet considera-o um dos melhores agentes profiláticos do câncer. Daí seu imenso interesse, inclusive para os animais. Ele pode prestar imensos serviços tanto nos pequenos males, quanto nos casos mais sérios que atingem esses nossos amigos

É também um remédio preventivo de múltiplas virtudes, cujo único inconveniente é... seu gosto detestável! Entretanto, nunca tive dificuldades para ministrá-lo a meus animais: passada a primeira (e desagradável) surpresa, eles constatam sua eficácia e compreendem que têm todo o interesse em tomá-lo. Nisso eles são muito mais sábios que a maioria de nós...

No uso veterinário, o método citofilático ("que protege as células"), o cloreto de magnésio oferece múltiplas possibilidades.

Nos meus amigos de patas (quatro ou duas), os resultados sempre foram excelentes: do hamster ao nosso cão, todo mundo toma, ao menor sinal de alarme. Em geral nós acrescentamos regularmente um pouco em sua comida, de acordo com seu peso, para prevenir eventuais doenças. Funciona!

A maioria de meus pequenos companheiros foram resgatados de um fim prematuro e chegaram à nossa casa em desespero de causa (mas em geral se restabeleceram) . Nesses casos, começamos por lhes ministrar uma cura de cloreto de magnésio em boa dose (não importa se ocorrerem alguns estragos nos dois primeiros dias); o bom resultado não se faz por esperar...


Alguns animais precisam ser "persuadidos" a engolir essa mistura, mas sempre conseguimos, mesmo com animais que não nos conhecem.Modo de usar

Fácil de preparar, simples de tomar, barato, esse remédio pode evitar os problemas mais graves. Assim, um gato em contato com outro que tenha Leucopenia - essa doença terrível similar à leucemia, que dizima a população felina - poderá facilmente estar protegido de eventual contaminação, se consumir diariamente na sua comida um pouco de cloreto de magnésio.

Importante saber que esse produto tem efeito ligeiramente laxativo. Se você lhe ministrar demais, pode acontecer um pequeno acidente; mas em geral seu animal não terá dificuldade de reter; não interrompa o tratamento por causa disso. Considere como normal e de bom augúrio as fezes moles de seu gato ou cão no início do tratamento; logo as coisas se regularizarão sozinhas.

Preparação

Nada mais simples. Você encontrará o cloreto de magnésio em sachês de 20 gramas ( no Brasil, em média 33 gramas).Diluir o conteúdo de um sachê em um litro de água pouco mineralizada, e está pronta a solução para ser utilizada. Ela se conserva muito bem, mesmo sem geladeira. Melhor ter sempre alguns sachês à mão, para evitar atravessar a cidade domingo à noite procurando uma farmácia aberta.


  USO INTERNO

Ministrar uma dose da solução (de acordo com o peso do animal) de uma a seis vezes ao dia, de acordo com o caso (ver adiante). Pode-se ministrar a solução diretamente ou misturar na comida ou bebida.

1 - se desejamos apenas um efeito preventivo
(fadiga, epidemia ou outro) geralmente é suficiente tomar uma dose pela manhã ou à noite durante alguns dias.

2 - Em caso de doença aguda (febre, todas as infecções,) é aconselhável começar por duas ou três doses com 3 horas de intervalo; depois uma dose a cada 6 horas durante 48 horas; em seguida a cada 12 horas (de acordo com o estado do animal). Finalmente, apenas uma dose ao deitar durante uma semana, para restaurar a imunidade.

3 - Em casos de
distúrbios benignos sem febre, podemos nos contentar com uma dose, uma ou duas vezes ao dia. Sempre prosseguir alguns dias após o desaparecimento dos sintomas.Como poderá constatar, esse tratamento é simples, pode ser levado sem problemas em viagens, porém muito eficaz. Ele combina muito bem com tratamento homeopático ou outro, se necessário.


GATOS

Nossos queridos são delicados; nem pense em misturar uma colher de café da solução no seu patê, mesmo naquele seu preferido: eles vão amarrar a cara com um "snif" desdenhoso e preferirão se abster de comer, a cometer tal indignidade.

Em caso de doença, o método forte se impõe: a seringa! Use uma seringa hipodérmica.

Segure seu gato pela pele do pescoço, levante-o ligeiramente ou mantenha-o firmemente imobilizado( depende do gato) e injete rapidamente o medicamento na sua garganta, pelo canto da boca.

Lembre-se de mantê-lo ainda alguns instantes seguro até perceber que ele engoliu.

Nos casos de gatos que se oponham vigorosamente a qualquer ação deste gênero, melhor fazer o procedimento em duas pessoas: envolva o gato numa coberta ou uma toalha de banho grande, enrole várias vezes para não ser arranhado, mantenha-o apertado, deixando de fora apenas a cabeça, que a segunda pessoa vai segurar com uma mão e introduzir o medicamento com a outra.

 
Posologia


- Gato filhote: (10 cc ou respeitando o ritmo (uma a seis vezes por dia)

- Gato adulto:
20 cc à uma colher de café por dose.

DOENÇA DOS GATOS JOVENS: TIFO (LEUCOPENIA)


Por ser um vírus muito contagioso, é a doença mais mortal nos felinos não vacinados (e mesmo entre os vacinados). O método citofilático traz excelentes resultados, mesmo que aplicado tardiamente. Porém, evidentemente melhor os tratar desde os primeiros sintomas.

Uma ou duas colheres de café da solução cada 2 ou 3 horas no primeiro dia, depois 2 ou 3 vezes por dia conforme for melhorando, até o restabelecimento definitivo.

 
GASTRO-ENTERITE INFECCIOSA

Também nessa doença o cloreto de magnésio faz maravilhas quando ministrado uma colher de café (duas, se o tratamento vier tardiamente) a cada 3 horas até a melhora dos sintomas; depois apenas uma colher de café 2 ou 3 vezes por dia até o completo retorno à normalidade.Todas as outras doenças podem ser tratadas da mesma forma.

CAVALOS

O tratamento pelo cloreto de magnésio mostra-se muito eficaz e barato.

Gurma(usagre) ,estado febril, febre tifóide,... não há doença infecciosa que resista a este tratamento tão simples.

 
Existem três métodos:

- se seu amigo aceita o remédio: injetar em sua boca com uma grande seringa um litro ou mais da solução.- se ele não aceita, será necessário mantê-lo afastado de seu bebedouro habitual e fazê-lo beber a solução em um balde.- outra possibilidade: misturar a solução no trigo.

Posologia

Potro: meio litro da solução 2 vezes ao dia ( ou mais , se necessário)

Até 500 kilos: 1 litro cada 6 horas durante quatro dias, depois cada 8 horas até o restabelecimento definitivo.
 
Mais de 500 kilos:
1 litro e meio da solução, como indicado acima.Em casos muito graves, iniciar com duas doses a cada duas ou três horas.


Em todos os casos, respeitar os ritmos indicados.

Podemos aumentar ou diminuir a quantidade em função das reações do animal; os cavalos em geral reagem muito bem ao tratamento.

Uso externo

Em uso externo a solução de cloreto de magnésio também lhes trará muitos benefícios: banhos para os pés, lavagem de feridas e lesões, compressas, etc. É um bom complemento ao tratamento com argila.
Pode-se preparar a pasta de argila usando a solução de cloreto de magnésio no lugar da água.

 
Nota: este tipo de tratamento se aplica também aos bovinos.

O Doutor Neveu trata também com sucesso a febre aftosa, o aborto, a dificuldade de parir, a mastite, o fleumão, as corizas e bronquites verminosas.. .

Mesmas posologias.
 

CÃES

Em geral é suficiente adicionar ao seu patê ou latinha a dose necessária: ele engolirá tudo gulosamente. Se ele estiver muito doente e se recusar a se alimentar, use o sistema da seringa hipodérmica (sem a agulha, evidentemente! ) e injete o líquido em sua garganta pela comisura dos lábios.

 
Posologia

- CÃO PEQUENO PORTE OU FILHOTE: uma colher de café ou de sopa uma a várias vezes ao dia, de acordo com seu tamanho e com a gravidade do caso.
- CÃO PORTE MÉDIO:
um copo (125cc) uma a várias vezes ao dia

- CÃO PORTE GRANDE: um copo e meio (180cc) uma a várias vezes ao dia.

DOENÇA DO QUADRADO (CARRÉ) (CINOMOSE)

Essa doença equivale à poliomielite humana e se cura com o mesmo método. O cloreto de magnésio cura imediatamente a forma óculo-nasal, cura rapidamente as formas digestivas e respiratórias.

Ele cura também a forma nervosa, paralisante, desde que a paralisia não exceda ainda 8 dias. Minha experiência comprovou que, mesmo nesses casos, é possível obter a cura, e, em todos os casos, ocorre uma visível melhora no estado do animal.

Ministrar a solução cada 6 horas durante quatro dias, depois cada 8 horas até o restabelecimento total.


Em casos muito graves, iniciar por duas doses a cada 2 ou 3 horas.
Em casos de urgência, peça ao seu veterinário as injeções intravenosas de cloreto de magnésio Cloreto de magnésio injetável, comercializado em farmácias (laboratório Meram): elas podem salvar a vida do animal.

N.B. as ampolas contém 5 g de cloreto de magnésio por 20 ml de soro fisiológico: 1/2 ampola é suficiente para um cão de grande porte, ¼ de ampola para um de pequeno porte. Esta fórmula galênica só se utiliza em situação de grande urgência, como por exemplo em casos declarados de tétano, leucemia aguda, hepatite viral, parvovirose. ..
A injeção deve ser aplicada por via intravenosa lenta (20 minutos).

PIROPLASMOSE

A cura é rápida: ministrar uma dose da solução pela manhã e à noite durante 2 ou 3 dias.

GASTRO-ENTERITE

Ministrar a solução pela manhã, meio dia e noite, durante 5 dias.
PICADA DE COBRA

Saiba que, nesses caso em particular, o cloreto de magnésio pode salvar seu animal e você: em geral apenas uma dose é suficiente!


PORQUINHO DA INDIA, COELHO ANÃO


É muito fácil faze-los tomar a solução com um conta-gotas. Uma dezena de gotas são suficientes, de uma a seis vezes por dia. Em casos de infecção grave, não hesite em ministrar uma colher de café duas ou três vezes por dia: não há risco algum de super-dosagem! Como ação preventiva, podemos também banhar os grãos que eles comem com algumas gotas, adicionadas de uma preparação de
vitamina C.

Em casos de problemas de pele (sobretudo para coelho anão) ou de conjuntivite, o cloreto de magnésio (assim como a argila) é muito eficaz quando aplicado localmente.

GALOS, GALINHAS, PATOS, POMBOS, ROLINHAS, etc.

É muito fácil tratar nossos amigos de penas dessa maneira, porém o mais simples é evitar que eles fiquem doentes, tendo o hábito de misturar o cloreto de magnésio à sua comida. Esta precaução é ainda mais importante se você consome seus ovos.

Preventivamente: uma dose adaptada ao peso do animal no bebedouro (e também na argila) ou, para maior eficácia, misturada à sua comida.

Curativamente: Trate separadamente o animal doente ministrando- lhe diretamente no bico a dose necessária, ou substitua a água dele pela solução magnesiana.

Difteria aviária, cólera aviária, febre aviária, peste aviária:

Uma dose da solução a cada 3 horas (somente durante o dia) até o restabelecimento da saúde.

Pneumonia contagiosa dos frangos:

Uma dose da solução a cada duas horas durante o dia até o restabelecimento da saúde.

Diarréia branca, etc.:

Substituir a água do bebedouro pela solução de cloreto de magnésio.


Pevide (Pépie):

Uma vez retirada a enduração córnea da língua, ministrar imediatamente duas colheres de café da solução: sua galinha voltará imediatamente a comer.

Posologia média geral


- galinha, galo
: uma ou duas colheres de café (dependendo do tamanho da ave)

- Pato
: uma ou duas colheres de sopa

- Pombo, Rolinha: meia colherinha de café.

HAMSTER

Três a quatro gotas serão suficientes, ministradas com conta-gotas ou misturadas à sua água de beber. Em casos de problemas de pele, podemos também lavar a mesma com um pouco da solução.


PÁSSAROS

O tratamento citofilático é um grande recurso na prevenção de doenças. Faça um tratamento de duas ou três semanas nas mudanças de estação ou quando ele lhe parecer doente. De acordo com o tamanho, adicione a dose da solução de cloreto de magnésio diluída em sua água de beber: eles aceitam muito bem. Vigie seus excrementos e diminua a dose em caso de diarréia.

Posologia

- Pássaros pequenos (canários, etc.)
:
meia colherinha de café da solução no seu bebedouro cheio de água (podemos acrescentar vitaminas ao mesmo tempo). Para os pequenos passarinhos e as raças muito pequenas, algumas gotas serão suficientes.
 
- Rolinhas, mainás


Uma colher de café da solução para um bebedouro cheio de água.


- Papagaios: uma colher de sopa da solução para um bebedouro cheio de água.

PEIXES

Adicione algumas (poucas) gotas de cloreto de magnésio na água do aquário: só poderá lhes fazer bem. Atenção à dose, principalmente para os peixes de água doce. Seja muito moderado!

USO EXTERNO

Utilize o cloreto de magnésio para tratar todos os ferimentos ou lesões possíveis. A solução não arde e seu animal guardará uma boa lembrança para a próxima vez. Pense também em pomadas à base de cloreto de sódio.

CHAGAS, FERIMENTOS DIVERSOS, MORDEDURAS

Lave bem o ferimento com a solução de cloreto de magnésio sem adicionar nenhum outro produto. Se o ferimento parecer infeccionado: aplicar uma compressa embebida na solução e mantê-la no local, se possível, com uma bandagem. Se não for possível, tente deixa-la sobre o ferimento ao menos alguns minutos: o tempo de fazer-lhe um bom carinho.
Em alguns casos pode ser mais fácil e eficaz para banhar um membro (a perna de um cavalo, uma pata) utilizar uma bacia cheia da solução normal a 20 ou 33 gramas por litro de cloreto de magnésio - à qual você poderá adicionar argila (nesse caso melhor fazer o tratamento do lado de fora, se possível, em consideração aos seus tapetes!) Alguns minutos serão suficientes.


  Repetir o procedimento quantas vezes for necessário.

Ao mesmo tempo que a aplicação externa, é muito útil ministrar também o cloreto de magnésio por via interna, a dose da manhã e da noite, até o completo restabelecimento.

Em caso de infecção, temperatura elevada: siga a posologia habitual ministrando a solução em intervalos regulares várias vezes ao dia.


Eczema, sarna, alopecia e outros problemas de pele

Banhar generosamente a pelagem duas a três vezes ao dia, fazendo a solução penetrar até a pele. Cuidado no inverno para que o animal não sinta frio. Acrescente um pouco de cloreto de magnésio à sua alimentação cotidiana para manter as defesas imunológicas, adicione também
(levedo de cerveja e óleo de germe de trigo (vitamina E).

QUEIMADURAS

Aplique uma compressa de gaze embebida de cloreto de magnésio. Deixe-a no local afetado, molhando suavemente com a solução várias vezes ao dia. Pode-se alternar esse tratamento com aplicações de lama argilosa.

Todos os animais podem se beneficiar do método citofilático, associado ou não a outros tratamentos. Inspirando-se nos conselhos aqui descritos e com um pouco de prática, você estabelecerá facilmente o melhor programa de tratamento.

   OBS: Guardar a solução em vasilhame de vidro, de preferência  escuro e na geladeira.

  Faço uso do Cloreto de Magnésio pessoalmente por indicação médica, diluo o pacote de 33grs em 1 litro e meio de água. Ao dar o Cloreto de Magnésio para seu animal procure usar a medida em colher (chá ou sopa) para não haver perigo de dar quantidade maior que a recomendada pela autora já que a medida cc não é usual para leigos.