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28 de julho de 2010

ORAÇÃO PELO PLANETA TERRA




ORAÇÃO PELO PLANETA TERRA
Amara Antara

Misericordioso Senhor!
Senhor de Toda a vida
É tempo de Misericórdia
É tempo de conversão de almas
Eu me ajoelho a Vossos pés e
Peço:
Tente Misericórdia deste Planeta tão lindo, mas que está sendo destruído por seus filhos.

Misericórdia, Senhor!
Pelo Reino Mineral, que os homens, em sua ganância desenfreada, o destrói, apenas por vaidade e lucro.

Misericórdia, Senhor!
Pelo Reino Vegetal, que é devastado pelas queimadas, pela extração da madeira e modificado geneticamente.

Misericórdia, Senhor!
Pelos mares que suportam testes nucleares e outros de todas as espécies, apenas para subjugar seus filhos.

Misericórdia, Senhor!
Pelo ar que respiramos, carregado de fumaça, químicas e todo tipo de venenos.

Misericórdia, Senhor!
Pela Mãe Terra que, sufocada com bombas, escavações, lixos e maus tratos, se mantêm a Teu Serviço, incansavelmente.

Misericórdia, Senhor!
Pelos rios de águas cristalinas que se transformam em correntes sujas e fétidas.

Misericórdia, Senhor!
 Pelas guerras insanas que alimentam a indústria da morte e da destruição, tudo em nome de poder e lucro.

Misericórdia, Senhor!
Pelas crianças abandonadas que nascem do ventre materno em meio ao lixo e nas calçadas.

Misericórdia, Senhor!
Pelos que são abandonados nos orfanatos e nas ruas, pela irresponsabilidade humana.

Misericórdia, Senhor!
Pelos pobres abandonados que sentem fome e frio.

Misericórdia, Senhor!
Pelos pobres de espírito que têm tudo e não têm nada.

Misericórdia, Senhor!
Pelos idosos e necessitados abandonados em asilos e nas ruas.

Misericórdia, Senhor!
Pelos que os abandonam impunemente.

Misericórdia, Senhor!
Pelos jovens que, por não conhecê-lo, sucumbiram às drogas, vícios e crimes.

Misericórdia, Senhor!
Pelos governos e governantes que fogem das responsabilidades e promessas feitas em palanques.

Misericórdia, Senhor!
Pelos seres dizimados somente por ter etnia  e crenças diferentes.

Misericórdia, Senhor!
Por nossa indiferença pelos abandonados à própria sorte.

E, finalmente, Senhor!
Misericórdia!
Pelo Reino Animal, que, assim como os outros reinos, não tem como se defender da insanidade humana.
Tente misericórdia desses nossos irmãos de jornada que sem poderem defender-se  sofrem diversas agruras nas mãos dos chamados humanos, na verdade desumanos.

Misericórdia, Senhor!
Pelos que estão nos matadouros amedrontados sem saber o que fizeram para merecer a morte em nome de uma alimentação balanceada.

Misericórdia, Senhor!
Pelos que estão nas granjas sem ver a luz, sem poder seguir o curso natural da vida como ciscar, cantar e aninhar seus pintinhos debaixo de suas asas.


Misericórdia, Senhor!
Pelos que são perseguidos e mortos sem misericórdia nos mares azuis que nos legaste, agora manchados de dor e sangue.

Misericórdia, Senhor!
Pelos que suportam alimentos e bebidas em seu delicado estômago (foie gras), em nome de requinte e sabor.

Misericórdia, Senhor!
Pelos que são apartados de sua mãe na tenra idade para servir de alimento aos que se dizem humanos (baby beef/carne de vitela)

Misericórdia, Senhor!
Pelo que, através do sofrimento, em circos de dor e horror, divertem aqueles que deviam protegê-los.

Misericórdia, Senhor!
Pelos que, para divertir os homens, sofrem em rodeios.

Misericórdia, Senhor!
Pelos que enriquecem os homens, há séculos, em touradas.

Misericórdia, Senhor!
Pelos animais que sofrem e morrem na farra do boi.

Misericórdia, Senhor!
Pelos que são treinados para duelar com seus próprios irmãos em rinhas, até a morte.

Misericórdia, Senhor!
Pelos que carregam o peso do mundo nas costas.

Misericórdia, Senhor!
Pelos que são mortos em laboratórios em nome de pesquisas vãs.

Misericórdia, Senhor!
Pelos que sofrem nos laboratórios de vivissecção

Misericórdia, Senhor!
Pelos que são assassinados em altares religiosos em Teu nome.

Misericórdia, Senhor!
Pelos animais caçados apenas por esporte e status.

Misericórdia, Senhor!
Pelos que sofrem pelo anzol em morte lenta.

Misericórdia, Senhor!
Pelos animais silvestres que perderam seu habitat.

Misericórdia Senhor!
Pelos animais que são mortos pela ignorância humana. São sentenciados à morte por governos e governantes com o pretexto de trazerem doenças.

Misericórdia Senhor!
Pelos animais em extinção.

Misericórdia Senhor!
Pelos animais que são escalpelados vivos em nome da moda e beleza.

Misericórdia Senhor!
Pela vaidade que fere e mata.

Misericórdia, Senhor!
Pelos pássaros em seu canto triste em gaiolas, para deleite dos seres humanos.

Misericórdia, Senhor!
Pelos animais domésticos que:
São abandonados à própria sorte ao nascer, nas esquinas ou mesmo são espancados, envenenados e mortos, apenas pelo fato de terem nascido.


Misericórdia, Senhor!
Pelos que tiveram um lar, mas que, ao envelhecer, são abandonados à própria sorte.

Misericórdia, Senhor!
Pelos doentes nas ruas e vielas.

Senhor! Em meio a tanta dor e sofrimento impostos por seus filhos, eu peço:

Tende Misericórdia, Senhor!
De nós, que nos esquecemos da Mãe Terra e de todas as maravilhas que o Senhor nos legou.

Misericórdia, Senhor! 
Para conosco, que estamos aqui para amar, cuidar e sermos guardiões de Tua Criação.

Misericordioso Senhor!
Eu acredito que toda a Criação, seja humana ou não humana, representam a Tua face.

Misericórdia, Senhor!
Misericórdia, Senhor!
Misericórdia, Senhor!



1 de janeiro de 2010

PEDIDOS DE DESCULPAS - Ivana Maria França de Negri


PEDIDOS DE DESCULPAS
   Ivana Maria França de Negri*

Nós, representantes da raça Homo Sapiens, queremos através desta, pedir desculpas às criaturas, ditas irracionais, que habitam esse imenso planeta.
Desculpas, pela nossa inabilidade em conservar, usufruir sem degradar e utilizar racionalmente os recursos naturais do meio ambiente, destruindo em pouco tempo o que a natureza leva milhões de anos para construir.
 
Perdoe-nos pela nossa falta de sensibilidade, quando covardemente abandonamos cadelas e gatas prenhas, animais idosos e filhotes, a sua própria sorte, nas ruas, estradas e outros locais, para morrer mais depressa. Eles sucumbem aos poucos; pelas doenças, tristeza, maus tratos...

É comum vermos centenas de corpinhos estirados as margens das estradas.
Pedimos perdão pela nossa falta de consciência ao aprisionarmos animais em jaulas, gaiolas ou correntes, privando-os do bem mais precioso: Sua liberdade!
 

Perdoe-nos pela nossa voracidade em utilizar seus corpos como alimento, obrigando-os a uma vida cheia de privações e abusos, sem o mínimo conforto, apenas para saciar a nossa gula primitiva e enriquecer desalmados “criadores”.

Pedimos desculpas pela nossa falta de ética crônica ao utilizarmos suas vidas em experimentos laboratoriais, quando existem outras alternativas.
Pedimos desculpas por usar sua força em nosso proveito, trabalho nem sempre necessário.
E muitas vezes, apenas para nosso divertimento, como nos rodeios, circos, touradas, farra do boi, corridas, rinhas,número de mágicos, e outras festas que martirizam os animais, apenas para a diversão mórbida de alguns.

Pela nossa falta de respeito às espécies, deixando muitas chegar á completa extinção por causa da caça predatória.
 

Perdoem-nos pela matança do comer cio ilícito de peles, marfim, penas ossos, vísceras, para confeccionar amuletos, "remédios" e vestimentas inúteis.
Pelas queimadas criminosas que poluem o ambiente e ceifam milhares de vidas silvestres.

Perdoem-nos pela nossa falta de misericórdia, pela violação dos santuários ecológicos, pelo desmatamento, pela pesca indiscriminada e pela poluição dos rios e mares.
Pelo derramamento de petróleo nos oceanos, pelas aves e animais marinhos que morrem agonizantes, sem poder se livrar do óleo em suas penas e corpos. Essa hemorragia negra e nefasta, que de quando em quando, deixamos sangrar nos mares.
 
Pedimos desculpas por condená-los a frieza das grandes metrópoles, à mercê dos laçadores da prefeitura, nos moldes de Hitler, nas cruéis câmaras de vácuo e aos maus tratos dos insensíveis

Perdoem os homens egoístas e injustos, que não sabem compartilhar o planeta com os outros seres vivos e por ignorar o que significa conviver pacíficamente com a natureza. Roubando filhotes de suas mães para vender ou "adotá-los", ignorando suas necessidades, como se fossem "coisas".
Pobres de nós, seres ditos "humanos", não temos idéia, de que a paz, artigo em falta nos tempos atuais, está em saber conviver harmoniosamente, com todos os seres que compartilham conosco, esta empreitada de aprendizado aqui neste planeta terra...
 

E, que Deus tenha piedade de muitos, no dia fatídico do Ajuste Final de Contas.
--
*Ivana Maria França de Negri
Escritora e integrante da Sociedade Piracicabana de Proteção aos Animais.