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6 de fevereiro de 2011

Alta salivação em gatos

0/9/2010
REGINALDO PEREIRA DE SOUSA FILHO*

Erivan Nunes, de Tabuleiro do Norte, diz que ultimamente o seu gato está salivando mais que normalmente, é sinal de algum problema com o felino ou é natural isso em animais?
O gato com salivação intensa ou sialorreia deve ser avaliado baseando-se na distinção de dois grandes grupos de enfermidades: as afecções orais, que acometem a boca, dentes, língua e anexos, e as afecções não-orais, que são doenças que acometem outros sistemas orgânicos, com reflexo na produção exagerada de saliva. Portanto, o exame clínico e laboratorial são imprescindíveis nestes casos.

Muitas vezes lesões orais, como úlceras, causadas por viroses ou contato com produtos químicos ou plantas, são as causas mais comuns de sialorreia nos felinos. Problemas dentários, como fraturas, periodontite e reabsorção odontoclástica podem ser incriminadas também, principalmente em gatos mais idosos. Essas enfermidades orais costumam deixar o animal sem apetite, pela dificuldade em apreender e deglutir o alimento, além de que a saliva vêm tingida de sangue e com odor alterado. Corpos estranhos como linhas de costura, gramíneas etc., podem ficar presos na língua ou dentes, ocasionando sintomatologia parecida.

O felino que saliva intensamente, mas sem alterações na cavidade oral, deve ser avaliado para saber se ele tem doenças sistêmicas, muitas vezes mais sérias. Disfunções no fígado e nos rins podem causar náuseas e enjoos, levando o animal a episódios de salivação, principalmente quando tenta se alimentar. A doença renal é uma das causas mais comuns de sialorreia no gato doméstico.

O estresse também é um fator importante. Gatos com medo, ansiedade ou dor podem salivar profusamente. O evento estressante muitas vezes pode ser difícil de ser percebido, mas perseguições por outro animal, disputas territoriais, combates, tudo isso pode deixar o felino em "alerta" e ao menor estímulo visual ou auditivo ele saliva, podendo continuar por muitos dias. Assim, uma abordagem diagnóstica extensa e precisa é fundamental para o tratamento correto, podendo ser uma enfermidade mais simples, de fácil tratamento ou até uma afecção fatal para seu felino.


Médico veterinário do Hospital da Faculdade de Veterinária da Uece (Favet Uece) e pós-graduado em Clínica de Felinos

31 de janeiro de 2011

Adotar é bom demais - Revista Vida Natural

Adotar é bom demais

Milhões de cães e gatos ocupam abrigos em todo o País à espera de um lar, prontos para oferecer e receber companhia, carinho e atenção da nova família

Lilian Araujo

Bichanos Notas por Alba Damasceno

Bebê a caminho

A chegada de um novo membro deve ser um momento agradável para toda a família, até mesmo para os bichinhos de estimação. De acordo com a veterinária Ana Carolina Vaz, diretora executiva do pet shop Dog's Care, para evitar que o cão faça associações negativas à chegada do bebê, é preciso apresentá-lo precocemente, levando a roupinha ou lençol que tenham o cheirinho da criança. "Isso o fará conhecer seu novo amigo pelo cheiro", diz. Ana Carolina ressalta ainda que dar atenção e levar o pet para se exercitar pode evitar problemas comportamen- tais gerados pela carência canina.



Amigos do peito

Um estudo da Universidade de Nova York, nos Estados Unidos, mostra que donos de cães e gatos que sofrem de problemas cardíacos têm sintomas amenizados por seu convívio com os bichos de estimação. De acordo com a veterinária Flávia Lanzotti, do pet shop Pet das Meninas, os momentos de lazer com o animalzinho estimulam os neurônios a produzir endorfina (substância que dá sensação de prazer e bem-estar) e contribuem para a redução do estresse, da percepção da dor, da ansiedade, além de elevar o sistema imune.

Achados e perdidos on-line

O site Probem, da Prefeitura da Cidade de São Paulo, disponibiliza um espaço para que o dono cadastre seu pet perdido. A página traz informações sobre os cuidados básicos para que o cão não fuja e orientações de como proceder quando seu bichinho de estimação estiver desaparecido. Outras informações: www.probem.org.
 

Aquário limpinho

De acordo com o veterinário paulista Rodrigo Guerra, a limpeza do aquário deve ser feita uma vez por semana e os peixes não devem ser retirados de seu ambiente durante o processo. "Utilize uma esponja [que deve ser usada só para este fim] sem detergente ou produtos químicos para retirar as algas e a sujeira acumulada. Espere alguns instantes para que os resíduos cheguem ao fundo do aquário. Pegue uma mangueira ou sifão e comece a retirar a água, sugando as sujeirinhas do fundo", esclarece. É preciso retirar 20% da água contida no aquário, ou no máximo 50%, caso ele esteja muito sujo. Em seguida, é necessário completar o volume do aquário com água descansada por pelo menos 48 horas ou com anticloro na mesma temperatura do aquário. "Reponha a água nova bem devagar, para ela ir se misturando à do aquário, e, desta forma, não causar choque térmico no peixe".

  Alimentação saudável

Os orgânicos já estão caindo no gosto dos animais. O pet food inglês Lily's Kitchen resolveu inovar na alimentação dos bichinhos e criou um cardápio de rações naturais composto por alimentos orgânicos. O estabelecimento baseia-se em princípios holísticos em que a boa alimentação resulta em saúde para os animais de estimação. 

 Esperamos que essa moda pegue aqui no Brasil. Outras informações: www.lilyskitchen.co.uk


Fontes: Barbara Lebrecht, da Associação Protetora de Animais (Aprablu/SC); Nanci Caccáos, da Associação de Amparo aos Animais Abandonados - Ser Feliz (SP); Carla Roberta Magnani, da Instituição SOS Bichos (BH); ONG Deixe Viver (SP); e Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de São Paulo

FONTE:  http://revistavidanatural.uol.com.br/saude-alimentos/45/artigo205561-3.asp