31 de janeiro de 2011

Adotar é bom demais - Revista Vida Natural

Adotar é bom demais

Milhões de cães e gatos ocupam abrigos em todo o País à espera de um lar, prontos para oferecer e receber companhia, carinho e atenção da nova família

Lilian Araujo

Bichanos Notas por Alba Damasceno

Bebê a caminho

A chegada de um novo membro deve ser um momento agradável para toda a família, até mesmo para os bichinhos de estimação. De acordo com a veterinária Ana Carolina Vaz, diretora executiva do pet shop Dog's Care, para evitar que o cão faça associações negativas à chegada do bebê, é preciso apresentá-lo precocemente, levando a roupinha ou lençol que tenham o cheirinho da criança. "Isso o fará conhecer seu novo amigo pelo cheiro", diz. Ana Carolina ressalta ainda que dar atenção e levar o pet para se exercitar pode evitar problemas comportamen- tais gerados pela carência canina.



Amigos do peito

Um estudo da Universidade de Nova York, nos Estados Unidos, mostra que donos de cães e gatos que sofrem de problemas cardíacos têm sintomas amenizados por seu convívio com os bichos de estimação. De acordo com a veterinária Flávia Lanzotti, do pet shop Pet das Meninas, os momentos de lazer com o animalzinho estimulam os neurônios a produzir endorfina (substância que dá sensação de prazer e bem-estar) e contribuem para a redução do estresse, da percepção da dor, da ansiedade, além de elevar o sistema imune.

Achados e perdidos on-line

O site Probem, da Prefeitura da Cidade de São Paulo, disponibiliza um espaço para que o dono cadastre seu pet perdido. A página traz informações sobre os cuidados básicos para que o cão não fuja e orientações de como proceder quando seu bichinho de estimação estiver desaparecido. Outras informações: www.probem.org.
 

Aquário limpinho

De acordo com o veterinário paulista Rodrigo Guerra, a limpeza do aquário deve ser feita uma vez por semana e os peixes não devem ser retirados de seu ambiente durante o processo. "Utilize uma esponja [que deve ser usada só para este fim] sem detergente ou produtos químicos para retirar as algas e a sujeira acumulada. Espere alguns instantes para que os resíduos cheguem ao fundo do aquário. Pegue uma mangueira ou sifão e comece a retirar a água, sugando as sujeirinhas do fundo", esclarece. É preciso retirar 20% da água contida no aquário, ou no máximo 50%, caso ele esteja muito sujo. Em seguida, é necessário completar o volume do aquário com água descansada por pelo menos 48 horas ou com anticloro na mesma temperatura do aquário. "Reponha a água nova bem devagar, para ela ir se misturando à do aquário, e, desta forma, não causar choque térmico no peixe".

  Alimentação saudável

Os orgânicos já estão caindo no gosto dos animais. O pet food inglês Lily's Kitchen resolveu inovar na alimentação dos bichinhos e criou um cardápio de rações naturais composto por alimentos orgânicos. O estabelecimento baseia-se em princípios holísticos em que a boa alimentação resulta em saúde para os animais de estimação. 

 Esperamos que essa moda pegue aqui no Brasil. Outras informações: www.lilyskitchen.co.uk


Fontes: Barbara Lebrecht, da Associação Protetora de Animais (Aprablu/SC); Nanci Caccáos, da Associação de Amparo aos Animais Abandonados - Ser Feliz (SP); Carla Roberta Magnani, da Instituição SOS Bichos (BH); ONG Deixe Viver (SP); e Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de São Paulo

FONTE:  http://revistavidanatural.uol.com.br/saude-alimentos/45/artigo205561-3.asp




Adotar é bom demais

Adotar é bom demais

Cerca de 20 milhões de animais estão à espera de adoção em todo o Brasil

31 de janeiro de 2011

 

Milhões de cães e gatos ocupam abrigos em todo o País à espera de um lar, prontos para oferecer e receber companhia, carinho e atenção da nova família



Os números de abandonos de cães e gatos nas ruas são alarmantes. De acordo com a ONG Deixe Viver, de São Paulo, cerca de 20 milhões de animais estão à espera de adoção em todo o Brasil. As justificativas de abandono variam de mudança de endereço, separações de casais e despesas com alimentação e veterinário à chegada de um bebê.

ONGs especializadas e protetores independentes recolhem animais, minimizando as taxas de abandono. Eles o recebem e evitam consequências comuns, como depressão, estresse intenso, subnutrição, desidratação e outras doenças. E, depois dos tratamentos, encaminham os animais para novos lares.

Para incentivar a prática de adotar um animalzinho, conversamos com quem entende do assunto e destacamos pontos importantes para você fazer um cachorrinho (ou um gatinho) feliz e, de quebra, ganhar um melhor amigo.

Conheça bem antes de levar para casa
 
Adotar um animal é, antes de tudo, um ato de cidadania com os animais que sofreram maus-tratos, passaram fome ou entraram em depressão pelo abandono. Traumas como estes são comumente vistos nas centenas de abrigos espalhados pelo País. Apesar disso, o que se nota nestes ambientes são bichinhos carinhosos, atenciosos e cheios de amor para dar. “A adoção é uma das ações mais gratificantes para o ser humano, pois o eleva espiritualmente e o dignifica”, resume Barbara Lebrecht, da Associação Protetora de Animais de Blumenau, de Santa Catarina (Aprablu).

Para não ser surpreendido por situações inesperadas, como o animal soltar muito pelo ou crescer demais, o adotante deve levar em consideração se realmente tem condições de cuidar de um animal, com boa alimentação, vacinas, cuidados veterinários, banhos, passeios e local apropriado. Assim como os seres humanos, os animais de companhia demandam atenção, disponibilidade de tempo, paciência e amor. Por isso, todos os membros da família devem estar de acordo com a convivência e os cuidados com ele. Procure saber tudo o que diz respeito a ele, como comportamento e necessidades.

Os animais adaptam-se com muita facilidade quando percebem que são amados

Tempo de adaptação


Para que o novo membro da família se acostume rapidamente ao lar, nos primeiros dias é recomendado ao adotante dar bastante atenção. Aconselha-se deixar que o bichinho sinta o cheiro de todos os parentes, bem como colocar um chinelo da pessoa que cuidará dele junto da caminha durante a noite. Estima-se que um cão leve de uma semana a 20 dias para se adaptar completamente a um novo ambiente. No entanto, o tempo varia de acordo com a personalidade do bichinho e do envolvimento, da paciência e dedicação da pessoa que o adota.

Entidades especializadas costumam realizar entrevistas com as famílias interessadas pela adoção. Representantes também vão até a casa dos futuros adotantes para analisar as condições do ambiente onde o bichinho viverá. Termos de compromisso são assinados por ambas as partes, sendo a família a responsável pela adaptação e qualidade de vida do animal, o que, caso não ocorra, acarretará no retorno do bichinho à instituição.

Onde adotar?

Muitas ONGs e instituições dedicam-se a cuidar dos animais. Mesmo assim, o número de entidades é insuficiente para abrigar todos os abandonados, além do que, elas dependem de doações, venda de material e ajuda financeira para se manterem ativas. Apesar disso, as ONGs se esforçam para reabilitar o maior número de bichinhos. Uma vez recuperada a saúde física e mental dos pets, fotos e histórico são publicados em sites na internet para divulgar a adoção.

Amigo Bicho (RS)
www.amigobicho-pf.blogspot.com


Anjos dos Bichos (SP)
www.anjosdosbichos.com


Associação Araraquarense de Proteção aos Animais (AAPA/MG)
www.aapapocosdecaldas.com.br


Associação Brasileira pela Causa Animal (ABC Animal/MG)
www.abcanimal.org.br


Associação de Amparo aos Animais Abandonados – Ser Feliz (SP)
www.gruposerfeliz.multiply.com


Associação Protetora de Animais (Aprablu/SC)
www.aprablu.com.br


Centro de Controle de Zoonoses de São Paulo (CCZ/SP)
(11) 3397.8900
www.prefeitura.sp.gov.br/zoonoses


Clube dos Vira-Latas (SP)
www.clubedosviralatas.org.br


Deixe Viver (SP)
www.deixeviver.org.br


Oito Vidas (RJ)
www.oitovidas.org.br


Projeto Gatos do Cocó (CE)
www.gatosdococo.blogspot.com.br


SOS Bichos (BH)
www.sosbichos.com.br


Toca dos Gatinhos (SP)
www.tocadosgatinhos.com.br


Com informações de Revista Vida Natural




Resgatados da Região Serrana do Rio ainda precisam de ajuda

Vítimas da tragédia

Resgatados da Região Serrana do Rio ainda precisam de ajuda.

31 de janeiro de 2011

Fausto Cesare
fausto.cesare@ge.com


Este cãozinho foi resgatado agora à noite juntamente com outros quatro pelo Paulo aqui em Teresópolis (RJ). Ele estava em estado de choque porque deve ter ficado dias e dias soterrado na lama.

Estava sendo comido vivo devido à quantidade de bicheiras. Ele é de uma docilidade impressionante, resistiu ao sofrimento extremo com uma dignidade de fazer inveja a qualquer ser humano.

ATENÇÃO – RJ, Itaipava – Atendimento aos animais
 
Sua ajuda é muito importante tanto para conseguirmos lares para esses maravilhosos cães como para ajuda finaceira ou ração.

Estamos, no momento, nos concentrando em alguns animais, vítimas das enchentes, que estão precisando de cuidados especiais.

       Billy

Pitbull BILLY – o cão, de 11 anos de idade, pertence a uma senhora que perdeu a casa no Vale do Cuiabá. Ela foi levada para um dos abrigos instalados em igrejas e levou o cão com ela. O animal, que vive com ela desde que era filhote, ficou preso à lama por muito tempo. Quando nós o vimos pela primeira vez (no dia do banho) ele estava acorrentado em cima de uma laje e sua tutora, por já ter uma certa idade e ter problemas nos joelhos, não conseguia chegar até ele.

O cão andava tristonho e, aparentemente, deprimido. Fizemos uma verificação da área ocupada pela igreja e identificamos um corredor, em um nível mais baixo, onde ele poderia ficar e onde sua tutora poderia cuidar dele pessoalmente. Limpamos uma bicheira que havia em uma de suas patas traseiras, foi aplicado um antibiótico, mas notamos que ele tinha uma ronqueira muito forte e alguma dificuldade para respirar. Num primeiro momento pensamos que ele podia ter problemas de coração.

Como já estávamos com um cão na carroceria da caminhonete, não pudemos levá-lo conosco naquele momento.  Esta semana, voltamos ao abrigo e o pegamos para levá-lo para uma consulta médica. Após uma bateria de exames minuciosos, foi diagnosticada uma traqueíte bacteriana. Provavelmente no início da semana ele será devolvido à sua tutora, acompanhado dos medicamentos que deverá tomar para debelar essa infecção.

    Chico


CHICO – um dos mais frágeis cães dentro do grupo que foi levado para o CIEP. Nós o tiramos de lá logo no dia seguinte de sua chegada, pois havia o risco de morte, já que os animais estavam altamente estressados e agressivo. Ele ficou internado por uns dias, fez uma bateria de exames e já foi adotado. A Adoção será monitorada por nós, já que, acreditamos que agora diversos outros problemas poderão ocorrer, consequência da exposição à água e lama contaminadas.

MAX – cão recolhido em Madame Machado, comunidade também atingida pelas enchentes. Inicialmente, pensou-se que tinha uma fratura no pênis, mas depois de um exame mais apurado foi constatado um tumor em estágio bastante avançado. Assim mesmo, tentamos iniciar a quimioterapia mas, infelizmente, dias após a primeira aplicação, ele não resistiu e faleceu.

      Moisés

MOISÉS – cão resgatado pelos bombeiros e que nos foi entregue no dia dos banhos (dia 20/01). Vem realizando todos os exames e, aparentemente, está bem. Já estamos divulgando para adoção. Essa é a foto da criança no dia do seu resgate.
      Cuiabá

CUIABÁ – cãozinho retirado de um dos abrigos, logo no início de nossas incursões. Estava extremamente magro e anêmico, além de ter muitos bernes espalhados pelo corpo. Também fizemos diversos exames e, como ele vinha reagindo muito bem à alimentação reforçada que vinha recebendo, descartamos a necessidade de uma transfusão de sangue. Ele está muito bem e já estamos divulgando também buscando um novo tutor para ele.

    Frida

FRIDA – Sofreu uma forte pancada durante a enchente e precisou ser operada. Está imobilizada e precisamos de um lar provisório (ou definitivo) onde ela possa ficar dentro de um espaço limitado para poupá-la de esforços por um tempo. Vejam a foto. É uma mestiça de husky e tem ótimo temperamento. Caso alguém possa ajudar cedendo esse espaço ou adotando a menina, será muito bom.

Já temos adotante para uma outra garota de um dos abrigos. A tutora já nos autorizou a pegá-la e devemos fazê-lo em breve. Será encaminhada para castração e depois seguirá para seu novo lar.


BIÁ – filhote de passarinho recolhido no Cuiabá no último dia 20.  Está sendo alimentado com papinhas e ainda não sabemos, com certeza, de que espécie ele é. Só sabemos que é muito comilão.

Pedimos que, havendo a possibilidade de doações, elas se concentrem em ração ou em espécie, através de depósito na conta da AnimaVida. No momento não estamos precisando mais de medicamentos. Acreditamos que, em breve, as doações deverão rarear e nosso trabalho dentro das regiões atingidas pelas enchentes vai continuar, avaliando a situação dos animais.

Passadas as maiores urgências, teremos agora que ajudar na manutenção dos animais com alimentos (ração), enquanto seus tutores reorganizam suas vidas. Além disso, as consequências do contato com água e lama contaminados começarão a surgir agora, como foi o caso do pitbull Billy.

As doações em ração poderão ser deixadas na loja ARMAZÉM DO GEMMAL, na Estrada União e Indústria, 10733 (em frente à Cerâmica Luiz Salvador- RJ). As doações em dinheiro poderão ser feitas na conta que a AnimaVida mantém no

Bradesco,
agência 3403,
conta 41745-9. 
Caso necessitem, nosso CNPJ é 05.855.112/0001-48

Contato: Ana Cristina de C. Ribeiro – Presidente AnimaVida – (24) 2222.2085

Frase do Site OBA- Organização Bem-Animal

Sexto sentido dos cães, difícil de explicar!

Em muitos dos meus textos costumo abordar um assunto que gera muita discussão, o sexto sentido dos cães. Esse é um dos assuntos que mais me cativa. Muitos especialistas têm suas versões para esse fenômeno mais sempre geram mais perguntas que respostas.

Particularmente, acredito em uma ligação além do que é considerado comum, que afeta as sensações de ambos e entrelaçam sentimentos. Muito já falei sobre isso, ouvi muitas teorias, mas nada é parecido como você presenciar ou participar desse evento.


Dia desses estava a caminho do trabalho, quando fui envolvido em uma trama que tranquilamente poderia se tornar roteiro de filme. Assim que saí de casa, peguei uma grande avenida de São Paulo, parei em um farol e vi uma movimentação de carros na pista contrária, carros buzinando e mudando bruscamente de faixa. Olhando melhor, pude ver entre os carros um cachorrinho preto bem pequeno, mais ou menos do tamanho de um Dachshund ou mais conhecido como Salsicha, desesperado querendo atravessar a avenida.


Com o rabinho entre as pernas, por diversas vezes ele tentava atravessar a avenida sem sucesso, pois o número de veículos era imensa, difícil de ser atravessada até por uma pessoa adulta. Os motoqueiros aceleravam para que ele voltasse. Alguns motoristas jogavam o carro em cima do pequeno, mais nada disso adiantava ou desestimulava esse cachorrinho determinado.


Assistindo a essa situação angustiante e prevendo o final dessa história resolvi intervir, afinal quem consegue ficar inerte vendo um inocente perdido, assustado, prestes a ser atropelado. Pensei: lá vou eu de novo fazer alguma presepada e encostei minha moto em um lugar inapropriado e segui em direção ao pequeno peludo assustado. Nesse momento, surgiu uma senhora que tentou chamá-lo, mas o ‘danado’ saiu em disparada na direção contrária.


Pedi ajuda para essa senhora. Outro motoqueiro também parou, achando que eu estava com problemas, mas logo começou a nos ajudar. Falei para a senhora espantá-lo para o outro lado da pista, que por ser gramado e ter outros acessos, era o local mais seguro naquele momento, pois também tinha saídas para um bairro e uma ciclovia. Fui para a avenida parar o trânsito e ser chamado de alguns nomes feios. Quem já fez isso sabe como é!


Parei o trânsito. O pequeno percebeu a facilidade, veio em minha direção em uma velocidade descomunal: só dava pra ver um vulto pretinho e o barulho das unhas raspando no asfalto. Assim que atravessou, pude ver onde estava. Ele olhou de um lado para o outro, como quem procura algo, e logo a senhora também notou e disse: "parece que tem outro cachorro na vala, deve estar atropelado". Pensei: pronto agora vai!


Segui em direção a vala, ao lado da ciclovia, imaginado a cena, mas para minha surpresa, deparei com uma pessoa caída no fim dessa vala. Meu coração disparou. Chamei outro homem e nos dirigimos na direção do rapaz que não se movia. Quando me aproximei, vi que ele transpirava muito e tremia. Instintivamente, tentei tocá-lo para ver qual era seu estado, mas fomos surpreendidos por um ataque feroz desferido pelo pequeno cão que tentava atravessar a rua. Sua fúria era tanta que o ‘danado’ parecia um porco espinho, todo arrepiado e com dentes a mostra.


Coloquei minha mochila entre o rapaz e seu fiel defensor para poder avaliar a situação em que ele se encontrava. Ao ver que não intimidava mais, o pequeno passou a ter uma postura preocupada. Sempre que alguém tentava falar com o rapaz que aparentava ter uns 15 anos, imediatamente ele o lambia e olhava para ele como quem queria dizer: "por favor, ajude”!


As pessoas começaram a se acumular para ver o que ocorria. Outro garoto disse que conhecia o rapaz e que ele se chamava Gerson. O jovem disse, também, que conhecia a prima de Gerson e que iria chamá-la, pois moravam próximos do local. Coloquei o rapaz na sombra, sempre sob o olhar do seu guardião. O acidentado recobrou a consciência e contou que estava passeando de bicicleta e que foi abordado por dois homens que anunciaram o assalto. Não querendo entregar sua bicicleta, entrou em luta com os meliantes e acabou sendo atingido por um golpe na cabeça, o que provocou seu desmaio e a queda na vala.


Enquanto isso, apareceu uma garota aflita e descalça, chamando pelo primo e perguntando o que tinha acontecido. Quando tudo se acalmou, pude ver o cachorrinho muito eufórico, mas logo foi repreendido: "sai de cima Tarzan”! Foi assim que eu soube o nome do pequeno herói que ainda iria me surpreender.


Segundo a garota, Gerson sofre de Epilepsia e toma remédios controlados, mas sempre que pode dá umas fugidinhas para andar de bicicleta. Ela contou que sabia que tinha acontecido algo de errado porque Tarzan, que é muito apegado com Gerson, pulou do sofá e foi para o portão. Quando ela procurou por Gerson, Tarzan saiu em disparada sem dar ouvidos aos chamados dela e, pela velocidade, com que o pequeno sumiu de sua vista, fazendo com que a menina percorresse as ruas do bairro atrás dos dois até ser chamada pelo garoto que foi buscar a prima do acidentado.


Questionei-me sobre o que fez aquele pequeno cão colocar sua própria vida em risco, atravessando uma grande avenida, enfrentar a mim e ao outro motoqueiro com tanta coragem. Será que ele conseguiu ouvir seu amigo em perigo a uma distância tão grande, do outro lado da avenida com todos aqueles carros, ou realmente foi seu sexto sentido que avisou do perigo? A pergunta fica no ar.


Depois de toda essa aventura, um casal parou o carro e, com mau humor, pegou Gerson. Uma mulher gritava que o show tinha acabado. Pedi um contato para saber sobre a recuperação do garoto, mas a resposta foi uma olhada de cima a baixo com cara de poucos amigos. Sem dizer nada ou agradecer ninguém, o casal foi embora. Nosso herói, Tarzan, foi completamente ignorado e deixado fora do carro, tendo que correr novamente para acompanhar aquele pelo qual tanto lutou.


Quis dividir com todos vocês a história desse cão que embora seja pequeno no tamanho teve muita coragem. Fica a lição: quando amamos alguém de verdade podemos nos transformar em gigantes, enfrentar todas as adversidades, nos tornarmos verdadeiros leões para defendermos os nossos, sem nos importarmos se alguém vai reconhecer ou não nossos esforços, mas sempre sabemos que existe algo muito forte que nos liga!


Jorge Pereira é Cinotécnico e Etólogo, especializado em comportamento canino.


30 de janeiro de 2011

SEMPRE PELOS ANIMAIS, SEMPRE PELA VIDA VI




















O QUE VOCÊ FARIA COM ELES? - Marcelo Pavlenco Rocha – SOS Fauna

Caros amigos da SOS Fauna, boa noite!!!!

Estamos com nossa capacidade de aves silvestres vítimas do tráfico, bastante alta, principalmente de psitacídeos (araras, papagaios, periquitos...) porém conseguindo manter todos em prefeitas condições até o momento. 

Os papagaios enfileirados abaixo (fotografia que por sinal ficou engraçada), são do grupo que viaja este ano para Mato Grosso do Sul, para ingressar em um programa de soltura, após mais de quatro anos sob nossos cuidados, estão todos juntos pois esta fotografia foi tirada por volta das 14:00 h, momento em que ficam à sombra e o nível de atividade é baixo (este nível só é alto pela manhã e no final da tarde).

Todos estes animais são vítimas do tráfico, os tucanos-toco e os periquitos-de-encontro-amarelo também regressam este ano à Mato Grosso do Sul.

Mas infelizmente, se não houver um sacrifício que chegue à exaustão, manter estes animais e depois devolve-los à natureza de forma correta, se torna uma verdadeira Via Crucis, por isso, infelizmente muitos optam por caminhos mais fáceis, menos onerosos, como o encaminhamento à criadouros ou até mesmo, como muito já se cogita, sobre a aplicação da eutanásia imediatamente após a apreensão, como maneira de proteger a natureza, ecossistemas.
 
E você, pelo que optaria???

Estamos necessitando de algumas colaborações para realizar uma série de trabalhos com estes animais, entre eles, reforma de recintos, solturas de aves de mata atlântica, imediata, aquisição de uma série de itens para o trabalho do nosso dia a dia com estas vítimas da ganância humana e da cultura que permeia o Brasil. Há tempos não pedíamos nada, mas agora, eu, como o nome do livro que pretendo escrever, “O MENDIGO DAS AVES”, e se você opta pelo trabalho de devolução à VIDA LIVRE, nos auxilie nesta luta.

Contribuições podem ser realizadas através da conta corrente da SOS Fauna.

Banco Itaú S/A – Banco 341 – Agência 0196 – Conta Corrente nº 60.720-4 

– Para crédito de SOS FAUNA – ÓRGÃO DE DEFESA DA FAUNA E FLORA BRASILEIRA

Nosso CNPJ para casos de DOC é 03.884.927/0001-20

Agradecemos sua atenção e colaboração, se assim for possível.

Atenciosamente,

Marcelo Pavlenco Rocha – SOS Fauna

011 9722 1233
011 8323 7449

Paul McCartney: "Se os abatedouros tivessem paredes de vidro..." (legendado)