Mostrando postagens com marcador Natureza. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Natureza. Mostrar todas as postagens
3 de maio de 2015
14 de março de 2012
20 de agosto de 2011
17 de agosto de 2011
1 de outubro de 2010
11 de abril de 2010
A HARMONIA ROMPIDA
A HARMONIA ROMPIDA
O homem branco jamais se preocupou com a terra, nem com o veado, nem com o urso. Quando nós, índios matamos um animal, o comemos todo. Quando queremos arrancar uma raiz, fazemos pequenos buracos no chão e arrancamos apenas uma. Quando queimamos a erva contra os gafanhotos, não arruinamos tudo.
Recolhemos as bolotas e as pinhas. Não derrubamos árvores. Usamos apenas a madeira morta, mas os brancos não: eles reviram a terra, arrancam as árvores, matam tudo. A arvore diz: “Não”! Eu sou sensível. Não me fira. Mas eles não escutam. Derrubam-na e a cortam em pedaço. O espírito da terra os odeia, os índios nunca ferem nada, enquanto os brancos destroem tudo.
Explodem rochas e as espalham em pedaços pelo chão. A pedra grita: “Não, você está me ferindo!” Mas o branco não presta atenção. Quando os índios usam pedras, escolhem apenas as menores e arredondadas, que encontram no chão. Como é que o espírito da terra pode gostar do homem branco? Onde o branco põe a mão há sofrimento.
Texto do livro: Pés Nus sobre a Terra Sagrada.
Compilado por T,C. McLuhan
Editora LPM - 1986
Este texto é uma excelente reflexão para esses tempos que correm, desde sempre eles nos alertaram. Mas...
26 de dezembro de 2009
NOSSAS IRMÃS FLUÍDAS, AS ÁGUAS - Nina Rosa
Nossas irmãs fluídas, as águas
23 de janeiro de 2009
Por Nina Rosa Jacob
Todos sabemos da importância da água para a vida no planeta; sabemos também que a água potável está se tornando escassa; mas será que a valorizamos verdadeiramente?
Além de precisarmos dela para matar a sede e para cozinhar, ela faz todo o trabalho de limpeza física e energética em nossa vida, lavando tudo que está sujo. Não somos nós que lavamos, pois, sem ela, de nada adiantaria ficarmos diante da pia, do tanque ou do chuveiro.
Mesmo assim, a percepção da limpeza que ela nos proporciona em geral só acontece quando ela nos falta. Quanta ingratidão!
Alguém consegue imaginar a Terra sem rios e mares? Sem lagos, cachoeiras, regatos,… no entanto, quantos de nós lembramos de sentir gratidão, respeito, amor? Quantos de nós apadrinhamos um regato, um riacho, um pedaço de praia e zelamos pela sua limpeza? Certamente notamos facilmente a sujeira e a criticamos. Reclamar é tão fácil quanto inútil. Imagino como deve sentir-se impotente nossa irmã água, ao receber sobre si, continuamente, lixo e dejetos, sem poder evitar.
Quando capto as águas usadas na pia da cozinha, nos bebedouros dos meus bichos e as reutilizo na limpeza do piso do quintal ou oferecendo às plantas, quando me policio para não abrir muito uma torneira e nem por muito tempo, lembro-me sempre dos povos do continente africano, talvez um dos povos mais sofridos pela falta de água. Resignam-se a andar horas para conseguir, num balde, algo que às vezes mais parece lama líquida. Os animais, principais vítimas da inconseqüência humana, chegam a caminhar quilômetros procurando beber algo que os ajude a sobreviver.
Pensando nessa realidade, fica muito fácil valorizar e poupar cada gota. Fica muito fácil sentir infinita gratidão embaixo do chuveiro, sentir gratidão por ter água limpa e fresca para meus animais; fica fácil sentir alegria a cada copo desse essencial e precioso líquido. Que bênção!
Fonte:
Assinar:
Postagens (Atom)


















