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17 de junho de 2011

Desenho do coração

Olhar Literário - Laerte Levai

Qual é a cor do sonho? Os idealistas diriam que é azul da cor do mar. Para os ecologistas é verde que te quero verde. Vermelho do fogo e do fruto proibido, provavelmente, para os amantes apaixonados.  Cor da pele molhada pela água da cachoeira, segundo os libertários.  Amarelo, para os filhos do sol pai de toda a cor. Talvez o preto, intensa negritude, para aqueles que não o vêem como ausência de cor.  E para os pacifistas, é claro, a cor do sonho é o branco puro límpido e linear. Mas por que não o branco-e-preto, juntos, para dar contornos definidos às linhas do imaginário? Por que não um sonho em preto-e-branco? Um sonho desenhado…
Ninguém melhor do que a ativista Nina Rosa para dizer a resposta. Ela que sabe do nosso papel na história, que consegue transformar tristezas em alegria, que nos ajuda no sutil exercício do despertar das consciências. Ela que se tornou, a partir de sua opção alimentar compassiva, uma das maiores referências da causa animal em nosso país. Ela que acreditou, há pouco mais de uma década, em um sonho que se chama Instituto Nina Rosa – projetos por amor à vida.  “Todo animal é sagrado”, costuma afirmar Nina Rosa. Ou seria a Tia Vera?  Pensando bem, acho que é uma frase recorrente da menina Luca, protagonista do filme VEGANA.
Duas palavras sobre este desenho animado produzido pelo INR e que veio à luz em dezembro de 2010. Não se trata apenas de um projeto artístico de animação. É muito mais do que isso. VEGANA, sob a competente direção de Airon Barreto, é um grito vigoroso em prol de um sonho, que, pelos caminhos da arte, toca o coração das pessoas. Seu conteúdo pedagógico tem inspiração ética e filosófica, reflexo da inestimável contribuição intelectual da professora doutora Sônia Felipe.  Os temas nele tratados abordam praticamente todos os campos em que se dá a exploração dos animais, fazendo-o de forma realista e, ao mesmo tempo, delicada.
Os quadros que compõem o roteiro falam por si: Escola, Almoço Vegano, Circo, Abate Humanitário, Tradições, Ninhada, Habitantes das Águas, Denúncia, Compras, Despertar… A argumentação do filme, sem exagero algum, é qualquer coisa de extraordinário. Mostra as personagens em situações cotidianas e por vezes aflitivas, para concluir de uma maneira clara e inequívoca: para respeitarmos os animais não podemos compactuar com sua instrumentalização.  Para reconhecer os legítimos direitos aos animais precisamos de uma urgente reviravolta em nossos hábitos e valores.  Se esse CD fosse adotado nas escolas públicas, por exemplo, não demoraria mais do que uma geração para a realidade brasileira começar a mudar, restabelecendo-se o sentido primordial das palavras Ética e Justiça.
Méritos, portanto, para Nina Rosa e sua equipe. Aplausos a todas as pessoas que se empenharam nesse projeto educativo, dentre elas Alexandra Pinto, Fabiana Victor e Claudia Rimini, sem esquecer do Mauricio, da Tamara, da Magô e da Deise.  Cumprimentos ao Caio Petrônio e ao Fernando Feresin, que compuseram uma trilha sonora de rara beleza (seus violões traduzem a emoção e a dramaticidade presente em cada cena). Abraços à excelente turma da dublagem, como a consagrada Selma Egrei, o locutor Mauro Castro, a mágica Gabi Veiga, o educador Francisco Athayde e à pequena revelação Luiza Ueda Barreto, que bem souberam incorporar – pela voz e pela alma – suas respectivas personagens.
Luca, a menina vegana que conduz os espectadores ao longo do filme, foi dublada com perfeição pela atriz Priscila Tessuto Campos, coincidentemente uma ativista pelos animais desde adolescente. Na entrevista gravada para o Making of, Priscila diz que há muito dela nessa luta e que a mensagem de VEGANA, embora voltada ao público infantil, é universal. De fato, a coragem de enfrentar tabus, de desmistificar verdades preconcebidas, de amar sem preconceitos, de repensar nossa concepção de mundo e, acima de tudo, de optar pela não-violência, respeitando todos os seres sensíveis, é o que nos justifica perante a existência.  Nina Rosa tem essa resposta no desenho do seu coração recém-transformado em filme.  Ela sabe que a arte pode imitar a vida…

10 de junho de 2011

NINA ROSA: O NOBRE IDEAL DE DESPERTAR NOVAS CONSCIÊNCIAS




O NOBRE IDEAL DE DESPERTAR NOVAS CONSCIÊNCIAS


Graças ao idealismo de Nina Rosa, nascia no ano de 2000 o Instituto Nina Rosa (INR), uma instituição sem fins lucrativos cujo foco principal tem sido, desde seu início, defender os animais e despertar para a responsabilidade que todos temos na preservação da natureza e de todas as espécies que a integram. Ao longo de uma década, o INR celebrizou-se, sobretudo, pela produção de filmes, como A Carne é Fraca e Fulaninho, o Cão que Ninguém Queria, campeões de acesso na internet, além de campanhas institucionais utilizadas em escolas e que tem alcançado milhares de jovens.  Nesta entrevista à Verbo 21, Nina Rosa, com a paixão e o envolvimento que a caracterizam, quando se trata de falar da causa que abraçou ainda bastante jovem, faz um apanhado de caminhada e de seus novos projetos em andamento.

Angelo Mendes Corrêa: Desde quando vem seu trabalho como ativista pelos direitos dos animais e a idéia de criar o Instituto Nina Rosa?

Nina Rosa: Comecei como voluntária em ONGs  de proteção animal e como protetora independente,  quando “acordei” para a necessidade de defender os animais, aos 50 anos de idade. Recolhia um animal em situação de risco, oferecia todos os cuidados necessários, anunciava–o para adoção em cartazinhos que distribuía com a foto dele e meu contato (ainda não havia internet) até conseguir um lar adequado para ele. Em seguida recolhia outro, e assim por diante. Ajudava na organização de congressos de bem-estar animal, fazia camisetas para vender e ajudar no tratamento de animais, enfim, agia como podia.
Durante os seis anos que trabalhei assim, percebi que recolher animais e não educar a população era como enxugar gelo, pois sem informação e sem compaixão, as pessoas abandonavam cada vez mais animais pelos motivos mais fúteis, como mudança de residência, nascimento de um bebê humano, porque a cadela havia emprenhado, etc. E não sentiam a menor responsabilidade, acreditavam que “as protetoras” é que tinham que arcar com o resultado da sua negligência.

Com essa percepção, senti que precisava trabalhar na raiz do problema, isto é, focar na educação e sensibilização de humanos quanto aos direitos dos animais, para prevenir maus-tratos e abandono.

AMC: Historicamente, o homem tem agido de forma opressiva e utilitária em relação aos animais. É possível começar a mudar tal ação e criar novas consciências?

NR: Creio que isso já está acontecendo.  Com a chegada da internet, a informação sobre a exploração animal - com imagens – pode chegar rapidamente a muitas pessoas que, ao conhecerem a realidade dos bastidores dos produtos e serviços que exploram animais, ficam indignadas e mudam conceitos e hábitos.

AMC: Que motivos considera mais relevantes para abandonarmos o consumo da carne e dos demais produtos de origem animal em nossa alimentação? Há algum fundamento científico de que as proteínas animais são necessárias para a perfeita saúde humana?

NR: O principal motivo é a não-violência contra os animais, contra nosso próprio corpo e contra a natureza.  Que outros motivos precisaríamos?

Segundo médicos e nutrólogos atualizados, o consumo da carne não só é dispensável, como deve ser mesmo dispensado em prol da boa saúde do corpo humano. Logicamente, a pessoa que decide por uma alimentação sem carne deve procurar orientação nutricional, pois não deve simplesmente retirar a carne do cardápio sem incluir proteínas vegetais e cereais integrais, entre outros.  Em nosso instituto há orientação nesse sentido:  http://www.institutoninarosa.org.br/produtos-inr/69-a-carne-e-fraca

AMC: A título de entretenimento humano, há séculos é comum o aprisionamento de animais em zoológicos.  Não é o momento de repensarmos tal prática?

NR: Uma das justificativas dos zôos para sua existência é permitir que crianças conheçam de perto certas espécies animais. Só que nos zôos elas não conhecem verdadeiramente esses animais, pois confinados, seu comportamento natural é alterado, e na realidade eles se transformam em lamentáveis arremedos do que seriam em liberdade. Aprisionados, longe de seus verdadeiros habitats e de suas famílias, ficam tristes e deprimidos.

Os visitantes, que ficam apenas alguns segundos em frente às suas jaulas, talvez não tenham olhos para ver. Mas é só se colocarem no lugar de um daqueles animais e imaginarem como seria viver sem nunca ter privacidade, sem poder escolher quando ou o que comer, com quem conviver, ficando ali expostos, sem entender por quê ou para que estão ali,  já que  jamais entenderiam que o motivo é alguns ganharem dinheiro às suas custas.

AMC: Quanto aos fundamentos religiosos que procuram justificar o sacrifício de animais, julga pertinente a discussão para que sejam repensados?

NR: Indispensável que se termine de uma vez por todas com essa matança em nome da religião. Não há justificativa para as barbáries que se cometem com animais (antigamente com jovens donzelas e crianças) em nome de deuses. O verdadeiro caminho espiritual é baseado no amor e na compaixão por todos os seres. Qualquer coisa diferente disso é exploração de animais e ignorância de humanos.

AMC: O tráfico de animais ainda apresenta dados alarmantes em nosso país. A que atribui isso?

NR: Atribuo à ganância e ignorância humanas. E também à miséria.  Falta educação, falta sentido de coletividade, cada um quer “se dar bem” do seu próprio jeito, sem pensar nas consequências que seus atos trarão para outros seres. Faltam exemplos de pessoas íntegras.

AMC: O uso de animais para pesquisas em laboratórios também não merece questionamento ao tratarmos dos direitos dos animais?

NR: Esse horror deve ter fim, não só pelos animais, mas também pelas pessoas. Quem é que quer passar na pele um creme onde o principal ingrediente é a tortura de um animal? O problema é que poucos ainda têm conhecimento disso, porque não interessa às empresas produtoras que a sociedade fique ciente da crueldade que envolve seu processo de fabricação. Mas com o tempo, com o muito trabalho das pessoas que amam os animais e se importam com eles, com o avanço da tecnologia e com a evolução da espécie humana isso tem que mudar. Depende de nós, consumidores. Nós é que temos a força de exigir produtos éticos, sem crueldade embutida. Podemos boicotar os produtos que contém crueldade, seja com animais ou com trabalho escravo humano. Podemos ligar nos SACs das empresas, enviar emails declarando que queremos produtos não testados em animais e exigir leis que obriguem a constar dos rótulos e embalagens se aquele produto é testado em animais ou não. Outros países já fazem isso.

Para quem quer se aprofundar no assunto indicamos: http://www.institutoninarosa.org.br/produtos-inr/naomataras

AMC: Que autores e livros indicaria para aqueles que desejam rever posturas no tocante aos direitos dos animais e à instauração de uma nova ética no modo de lidarmos com eles?

NR: São muitos, de vários gêneros, categorias e faixas etárias.  Alguns estão listados em nosso site na página http://www.institutoninarosa.org.br/indicacao-de-livros

Indicamos fortemente também o vídeo VEGANA, uma animação de 55 minutos, para todas as idades, que abrange os temas abordados nesta entrevista e outros mais. Assista na página http://www.institutoninarosa.org.br/produtos-inr/380-vegana-dvd


AMC: Como lidar com os interesses econômicos que estimulam a indústria do extermínio de animais para alimentação humana?

NR: Para equilibrar tanta ganância e falta de compromisso com nossa mãe Terra - a mais atingida por essa arcaica escolha alimentar- sugiro fazermos o contrário: cuidarmos para não fazermos parte de nada que prejudique os reinos animal, vegetal e mineral. Criarmos nosso próprio padrão, o padrão do bem geral, deixando para trás hábitos sanguinários que impedem nossa evolução - principalmente espiritual - como seres humanos.

AMC: Quais são os novos projetos do INR e o que considera terem sido os pontos altos desde sua existência?

NR: No momento o INR está trabalhando num livro de história em quadrinhos, que é a história do nosso filme em animação VEGANA, transformado em gibi. São vários episódios, cada um com um tema, e creio que será muito útil para a educação em valores nas escolas.

Creio que os pontos altos dos 11 anos de existência do INR são: a produção o vídeo Fulaninho, o cão que ninguém queria, sobre a guarda-responsável de animais de estimação, utilizado por milhares de crianças do ensino fundamental e médio nas escolas públicas e particulares do Brasil afora, e o vídeo-documentário A Carne é Fraca, que tem transformado em vegetarianos incontável número de pessoas que, ao conhecerem a realidade dos abatedouros de animais, decidiram abolir a carne do cardápio.
__________

Angelo Mendes Corrêa é professor universitário e mestre em Literatura Brasileira pela Universidade de São Paulo (USP)

Fonte: 
http://www.verbo21.com.br/v5/index.php?option=com_content&view=article&id=228:nina-rosa&catid=60:entrevista-maio-2011&Itemid=89



26 de dezembro de 2009

NOSSAS IRMÃS FLUÍDAS, AS ÁGUAS - Nina Rosa


Nossas irmãs fluídas, as águas

23 de janeiro de 2009

Por Nina Rosa Jacob

Todos sabemos da importância da água para a vida no planeta; sabemos também que a água potável está se tornando escassa; mas será que a valorizamos verdadeiramente?

Além de precisarmos dela para matar a sede e para cozinhar, ela faz todo o trabalho de limpeza física e energética em nossa vida, lavando tudo que está sujo. Não somos nós que lavamos, pois, sem ela, de nada adiantaria ficarmos diante da pia, do tanque ou do chuveiro. 

Mesmo assim, a percepção da limpeza que ela nos proporciona em geral só acontece quando ela nos falta. Quanta ingratidão!
Alguém consegue imaginar a Terra sem rios e mares? Sem lagos, cachoeiras, regatos,… no entanto, quantos de nós lembramos de sentir gratidão, respeito, amor? Quantos de nós apadrinhamos um regato, um riacho, um pedaço de praia e zelamos pela sua limpeza? Certamente notamos facilmente a sujeira e a criticamos. Reclamar é tão fácil quanto inútil. Imagino como deve sentir-se impotente nossa irmã água, ao receber sobre si, continuamente, lixo e dejetos, sem poder evitar.

Quando capto as águas usadas na pia da cozinha, nos bebedouros dos meus bichos e as reutilizo na limpeza do piso do quintal ou oferecendo às plantas, quando me policio para não abrir muito uma torneira e nem por muito tempo, lembro-me sempre dos povos do continente africano, talvez um dos povos mais sofridos pela falta de água. Resignam-se a andar horas para conseguir, num balde, algo que às vezes mais parece lama líquida. Os animais, principais vítimas da inconseqüência humana, chegam a caminhar quilômetros procurando beber algo que os ajude a sobreviver.

Pensando nessa realidade, fica muito fácil valorizar e poupar cada gota. Fica muito fácil sentir infinita gratidão embaixo do chuveiro, sentir gratidão por ter água limpa e fresca para meus animais; fica fácil sentir alegria a cada copo desse essencial e precioso líquido. Que bênção!

Fonte:


13 de fevereiro de 2009

CLORETO DE MAGNÉSIO PARA ANIMAIS


  Cloreto de Magnésio? Uma verdadeira panacéia... também para os animais

Autora: Marie-France Muller - doutora em psicologia e naturopatia
Capítulo 5 - págs 38 a 55 do livro Medicamentos suaves para animais para melhor curá-los e amá-los.

Editor - Jouvence Editions - France


Tradução livre: NINA ROSA JACOB

Argila e cloreto de magnésio são, a meu ver, insubstituíveis por sua simplicidade de aplicação, sua importante eficácia e seu baixo custo. Você conhece esse remédio maravilhoso, simples, não tóxico e barato? Ele permite que você cure a você mesmo e a seus animais por alguns poucos reais, mesmo quando os antibióticos parecem não resolver. Trata-se de um remédio muito fácil de encontrar, é vendido sem receita, em qualquer farmácia.

Resultados rápidos

Pouco ou mal conhecido, (diria mesmo desconhecido, ) o cloreto de magnésio normalmente permite obter resultados rápidos e espetaculares, inclusive em alguns casos de patologias graves ou agudas, e em um bom número de doenças infecciosas.

O Professor Delbet considera-o um dos melhores agentes profiláticos do câncer. Daí seu imenso interesse, inclusive para os animais. Ele pode prestar imensos serviços tanto nos pequenos males, quanto nos casos mais sérios que atingem esses nossos amigos

É também um remédio preventivo de múltiplas virtudes, cujo único inconveniente é... seu gosto detestável! Entretanto, nunca tive dificuldades para ministrá-lo a meus animais: passada a primeira (e desagradável) surpresa, eles constatam sua eficácia e compreendem que têm todo o interesse em tomá-lo. Nisso eles são muito mais sábios que a maioria de nós...

No uso veterinário, o método citofilático ("que protege as células"), o cloreto de magnésio oferece múltiplas possibilidades.

Nos meus amigos de patas (quatro ou duas), os resultados sempre foram excelentes: do hamster ao nosso cão, todo mundo toma, ao menor sinal de alarme. Em geral nós acrescentamos regularmente um pouco em sua comida, de acordo com seu peso, para prevenir eventuais doenças. Funciona!

A maioria de meus pequenos companheiros foram resgatados de um fim prematuro e chegaram à nossa casa em desespero de causa (mas em geral se restabeleceram) . Nesses casos, começamos por lhes ministrar uma cura de cloreto de magnésio em boa dose (não importa se ocorrerem alguns estragos nos dois primeiros dias); o bom resultado não se faz por esperar...


Alguns animais precisam ser "persuadidos" a engolir essa mistura, mas sempre conseguimos, mesmo com animais que não nos conhecem.Modo de usar

Fácil de preparar, simples de tomar, barato, esse remédio pode evitar os problemas mais graves. Assim, um gato em contato com outro que tenha Leucopenia - essa doença terrível similar à leucemia, que dizima a população felina - poderá facilmente estar protegido de eventual contaminação, se consumir diariamente na sua comida um pouco de cloreto de magnésio.

Importante saber que esse produto tem efeito ligeiramente laxativo. Se você lhe ministrar demais, pode acontecer um pequeno acidente; mas em geral seu animal não terá dificuldade de reter; não interrompa o tratamento por causa disso. Considere como normal e de bom augúrio as fezes moles de seu gato ou cão no início do tratamento; logo as coisas se regularizarão sozinhas.

Preparação

Nada mais simples. Você encontrará o cloreto de magnésio em sachês de 20 gramas ( no Brasil, em média 33 gramas).Diluir o conteúdo de um sachê em um litro de água pouco mineralizada, e está pronta a solução para ser utilizada. Ela se conserva muito bem, mesmo sem geladeira. Melhor ter sempre alguns sachês à mão, para evitar atravessar a cidade domingo à noite procurando uma farmácia aberta.


  USO INTERNO

Ministrar uma dose da solução (de acordo com o peso do animal) de uma a seis vezes ao dia, de acordo com o caso (ver adiante). Pode-se ministrar a solução diretamente ou misturar na comida ou bebida.

1 - se desejamos apenas um efeito preventivo
(fadiga, epidemia ou outro) geralmente é suficiente tomar uma dose pela manhã ou à noite durante alguns dias.

2 - Em caso de doença aguda (febre, todas as infecções,) é aconselhável começar por duas ou três doses com 3 horas de intervalo; depois uma dose a cada 6 horas durante 48 horas; em seguida a cada 12 horas (de acordo com o estado do animal). Finalmente, apenas uma dose ao deitar durante uma semana, para restaurar a imunidade.

3 - Em casos de
distúrbios benignos sem febre, podemos nos contentar com uma dose, uma ou duas vezes ao dia. Sempre prosseguir alguns dias após o desaparecimento dos sintomas.Como poderá constatar, esse tratamento é simples, pode ser levado sem problemas em viagens, porém muito eficaz. Ele combina muito bem com tratamento homeopático ou outro, se necessário.


GATOS

Nossos queridos são delicados; nem pense em misturar uma colher de café da solução no seu patê, mesmo naquele seu preferido: eles vão amarrar a cara com um "snif" desdenhoso e preferirão se abster de comer, a cometer tal indignidade.

Em caso de doença, o método forte se impõe: a seringa! Use uma seringa hipodérmica.

Segure seu gato pela pele do pescoço, levante-o ligeiramente ou mantenha-o firmemente imobilizado( depende do gato) e injete rapidamente o medicamento na sua garganta, pelo canto da boca.

Lembre-se de mantê-lo ainda alguns instantes seguro até perceber que ele engoliu.

Nos casos de gatos que se oponham vigorosamente a qualquer ação deste gênero, melhor fazer o procedimento em duas pessoas: envolva o gato numa coberta ou uma toalha de banho grande, enrole várias vezes para não ser arranhado, mantenha-o apertado, deixando de fora apenas a cabeça, que a segunda pessoa vai segurar com uma mão e introduzir o medicamento com a outra.

 
Posologia


- Gato filhote: (10 cc ou respeitando o ritmo (uma a seis vezes por dia)

- Gato adulto:
20 cc à uma colher de café por dose.

DOENÇA DOS GATOS JOVENS: TIFO (LEUCOPENIA)


Por ser um vírus muito contagioso, é a doença mais mortal nos felinos não vacinados (e mesmo entre os vacinados). O método citofilático traz excelentes resultados, mesmo que aplicado tardiamente. Porém, evidentemente melhor os tratar desde os primeiros sintomas.

Uma ou duas colheres de café da solução cada 2 ou 3 horas no primeiro dia, depois 2 ou 3 vezes por dia conforme for melhorando, até o restabelecimento definitivo.

 
GASTRO-ENTERITE INFECCIOSA

Também nessa doença o cloreto de magnésio faz maravilhas quando ministrado uma colher de café (duas, se o tratamento vier tardiamente) a cada 3 horas até a melhora dos sintomas; depois apenas uma colher de café 2 ou 3 vezes por dia até o completo retorno à normalidade.Todas as outras doenças podem ser tratadas da mesma forma.

CAVALOS

O tratamento pelo cloreto de magnésio mostra-se muito eficaz e barato.

Gurma(usagre) ,estado febril, febre tifóide,... não há doença infecciosa que resista a este tratamento tão simples.

 
Existem três métodos:

- se seu amigo aceita o remédio: injetar em sua boca com uma grande seringa um litro ou mais da solução.- se ele não aceita, será necessário mantê-lo afastado de seu bebedouro habitual e fazê-lo beber a solução em um balde.- outra possibilidade: misturar a solução no trigo.

Posologia

Potro: meio litro da solução 2 vezes ao dia ( ou mais , se necessário)

Até 500 kilos: 1 litro cada 6 horas durante quatro dias, depois cada 8 horas até o restabelecimento definitivo.
 
Mais de 500 kilos:
1 litro e meio da solução, como indicado acima.Em casos muito graves, iniciar com duas doses a cada duas ou três horas.


Em todos os casos, respeitar os ritmos indicados.

Podemos aumentar ou diminuir a quantidade em função das reações do animal; os cavalos em geral reagem muito bem ao tratamento.

Uso externo

Em uso externo a solução de cloreto de magnésio também lhes trará muitos benefícios: banhos para os pés, lavagem de feridas e lesões, compressas, etc. É um bom complemento ao tratamento com argila.
Pode-se preparar a pasta de argila usando a solução de cloreto de magnésio no lugar da água.

 
Nota: este tipo de tratamento se aplica também aos bovinos.

O Doutor Neveu trata também com sucesso a febre aftosa, o aborto, a dificuldade de parir, a mastite, o fleumão, as corizas e bronquites verminosas.. .

Mesmas posologias.
 

CÃES

Em geral é suficiente adicionar ao seu patê ou latinha a dose necessária: ele engolirá tudo gulosamente. Se ele estiver muito doente e se recusar a se alimentar, use o sistema da seringa hipodérmica (sem a agulha, evidentemente! ) e injete o líquido em sua garganta pela comisura dos lábios.

 
Posologia

- CÃO PEQUENO PORTE OU FILHOTE: uma colher de café ou de sopa uma a várias vezes ao dia, de acordo com seu tamanho e com a gravidade do caso.
- CÃO PORTE MÉDIO:
um copo (125cc) uma a várias vezes ao dia

- CÃO PORTE GRANDE: um copo e meio (180cc) uma a várias vezes ao dia.

DOENÇA DO QUADRADO (CARRÉ) (CINOMOSE)

Essa doença equivale à poliomielite humana e se cura com o mesmo método. O cloreto de magnésio cura imediatamente a forma óculo-nasal, cura rapidamente as formas digestivas e respiratórias.

Ele cura também a forma nervosa, paralisante, desde que a paralisia não exceda ainda 8 dias. Minha experiência comprovou que, mesmo nesses casos, é possível obter a cura, e, em todos os casos, ocorre uma visível melhora no estado do animal.

Ministrar a solução cada 6 horas durante quatro dias, depois cada 8 horas até o restabelecimento total.


Em casos muito graves, iniciar por duas doses a cada 2 ou 3 horas.
Em casos de urgência, peça ao seu veterinário as injeções intravenosas de cloreto de magnésio Cloreto de magnésio injetável, comercializado em farmácias (laboratório Meram): elas podem salvar a vida do animal.

N.B. as ampolas contém 5 g de cloreto de magnésio por 20 ml de soro fisiológico: 1/2 ampola é suficiente para um cão de grande porte, ¼ de ampola para um de pequeno porte. Esta fórmula galênica só se utiliza em situação de grande urgência, como por exemplo em casos declarados de tétano, leucemia aguda, hepatite viral, parvovirose. ..
A injeção deve ser aplicada por via intravenosa lenta (20 minutos).

PIROPLASMOSE

A cura é rápida: ministrar uma dose da solução pela manhã e à noite durante 2 ou 3 dias.

GASTRO-ENTERITE

Ministrar a solução pela manhã, meio dia e noite, durante 5 dias.
PICADA DE COBRA

Saiba que, nesses caso em particular, o cloreto de magnésio pode salvar seu animal e você: em geral apenas uma dose é suficiente!


PORQUINHO DA INDIA, COELHO ANÃO


É muito fácil faze-los tomar a solução com um conta-gotas. Uma dezena de gotas são suficientes, de uma a seis vezes por dia. Em casos de infecção grave, não hesite em ministrar uma colher de café duas ou três vezes por dia: não há risco algum de super-dosagem! Como ação preventiva, podemos também banhar os grãos que eles comem com algumas gotas, adicionadas de uma preparação de
vitamina C.

Em casos de problemas de pele (sobretudo para coelho anão) ou de conjuntivite, o cloreto de magnésio (assim como a argila) é muito eficaz quando aplicado localmente.

GALOS, GALINHAS, PATOS, POMBOS, ROLINHAS, etc.

É muito fácil tratar nossos amigos de penas dessa maneira, porém o mais simples é evitar que eles fiquem doentes, tendo o hábito de misturar o cloreto de magnésio à sua comida. Esta precaução é ainda mais importante se você consome seus ovos.

Preventivamente: uma dose adaptada ao peso do animal no bebedouro (e também na argila) ou, para maior eficácia, misturada à sua comida.

Curativamente: Trate separadamente o animal doente ministrando- lhe diretamente no bico a dose necessária, ou substitua a água dele pela solução magnesiana.

Difteria aviária, cólera aviária, febre aviária, peste aviária:

Uma dose da solução a cada 3 horas (somente durante o dia) até o restabelecimento da saúde.

Pneumonia contagiosa dos frangos:

Uma dose da solução a cada duas horas durante o dia até o restabelecimento da saúde.

Diarréia branca, etc.:

Substituir a água do bebedouro pela solução de cloreto de magnésio.


Pevide (Pépie):

Uma vez retirada a enduração córnea da língua, ministrar imediatamente duas colheres de café da solução: sua galinha voltará imediatamente a comer.

Posologia média geral


- galinha, galo
: uma ou duas colheres de café (dependendo do tamanho da ave)

- Pato
: uma ou duas colheres de sopa

- Pombo, Rolinha: meia colherinha de café.

HAMSTER

Três a quatro gotas serão suficientes, ministradas com conta-gotas ou misturadas à sua água de beber. Em casos de problemas de pele, podemos também lavar a mesma com um pouco da solução.


PÁSSAROS

O tratamento citofilático é um grande recurso na prevenção de doenças. Faça um tratamento de duas ou três semanas nas mudanças de estação ou quando ele lhe parecer doente. De acordo com o tamanho, adicione a dose da solução de cloreto de magnésio diluída em sua água de beber: eles aceitam muito bem. Vigie seus excrementos e diminua a dose em caso de diarréia.

Posologia

- Pássaros pequenos (canários, etc.)
:
meia colherinha de café da solução no seu bebedouro cheio de água (podemos acrescentar vitaminas ao mesmo tempo). Para os pequenos passarinhos e as raças muito pequenas, algumas gotas serão suficientes.
 
- Rolinhas, mainás


Uma colher de café da solução para um bebedouro cheio de água.


- Papagaios: uma colher de sopa da solução para um bebedouro cheio de água.

PEIXES

Adicione algumas (poucas) gotas de cloreto de magnésio na água do aquário: só poderá lhes fazer bem. Atenção à dose, principalmente para os peixes de água doce. Seja muito moderado!

USO EXTERNO

Utilize o cloreto de magnésio para tratar todos os ferimentos ou lesões possíveis. A solução não arde e seu animal guardará uma boa lembrança para a próxima vez. Pense também em pomadas à base de cloreto de sódio.

CHAGAS, FERIMENTOS DIVERSOS, MORDEDURAS

Lave bem o ferimento com a solução de cloreto de magnésio sem adicionar nenhum outro produto. Se o ferimento parecer infeccionado: aplicar uma compressa embebida na solução e mantê-la no local, se possível, com uma bandagem. Se não for possível, tente deixa-la sobre o ferimento ao menos alguns minutos: o tempo de fazer-lhe um bom carinho.
Em alguns casos pode ser mais fácil e eficaz para banhar um membro (a perna de um cavalo, uma pata) utilizar uma bacia cheia da solução normal a 20 ou 33 gramas por litro de cloreto de magnésio - à qual você poderá adicionar argila (nesse caso melhor fazer o tratamento do lado de fora, se possível, em consideração aos seus tapetes!) Alguns minutos serão suficientes.


  Repetir o procedimento quantas vezes for necessário.

Ao mesmo tempo que a aplicação externa, é muito útil ministrar também o cloreto de magnésio por via interna, a dose da manhã e da noite, até o completo restabelecimento.

Em caso de infecção, temperatura elevada: siga a posologia habitual ministrando a solução em intervalos regulares várias vezes ao dia.


Eczema, sarna, alopecia e outros problemas de pele

Banhar generosamente a pelagem duas a três vezes ao dia, fazendo a solução penetrar até a pele. Cuidado no inverno para que o animal não sinta frio. Acrescente um pouco de cloreto de magnésio à sua alimentação cotidiana para manter as defesas imunológicas, adicione também
(levedo de cerveja e óleo de germe de trigo (vitamina E).

QUEIMADURAS

Aplique uma compressa de gaze embebida de cloreto de magnésio. Deixe-a no local afetado, molhando suavemente com a solução várias vezes ao dia. Pode-se alternar esse tratamento com aplicações de lama argilosa.

Todos os animais podem se beneficiar do método citofilático, associado ou não a outros tratamentos. Inspirando-se nos conselhos aqui descritos e com um pouco de prática, você estabelecerá facilmente o melhor programa de tratamento.

   OBS: Guardar a solução em vasilhame de vidro, de preferência  escuro e na geladeira.

  Faço uso do Cloreto de Magnésio pessoalmente por indicação médica, diluo o pacote de 33grs em 1 litro e meio de água. Ao dar o Cloreto de Magnésio para seu animal procure usar a medida em colher (chá ou sopa) para não haver perigo de dar quantidade maior que a recomendada pela autora já que a medida cc não é usual para leigos.