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14 de janeiro de 2013

SER RADICAL É O PROPÓSITO DA MINHA VIDA


SER RADICAL É O PROPÓSITO DA MINHA VIDA
 Amara Antara                                               

De tanto ouvir que sou radical, tenho pensado muito no significado da palavra, e muitas vezes me pego confabulando comigo mesma: o que é ser radical? E cheguei a conclusão que, para você ser inteiro e leal em suas convicções éticas não tem como não ser radical, e partir de agora vou me sentir muito confortável quando assim for considerada. Sem ser radical não tem como seguir enfrente diante da indiferença com todas as formas de vida, humanas e não humanas.


Como ser imparcial com a fome na África, com as guerras sangrentas em nome de poder e lucro, com as falsas promessas em púlpitos de ouro em nome de Deus, com as promessas inflamadas feitas em palanques que nunca serão cumpridas, com o sofrimento dos animais  nos matadouros, granjas,  nas caçadas, nos laboratórios de vivissecção, nas pescarias, na extração de peles, nas gaiolas, nos circos, touradas, farra do boi, puxadas de cavalos, rodeios, rinhas, pelos animais que são perseguidos e mortos neste imenso mar azul.

 Como ignorar os maus-tratos, morte e abandono dos animais domésticos?

 Como ignorar o “dragão” criado pelos “senhores do mundo” para nos aniquilar nas raias do MEDO. Medo, muito medo (medo do medo), medo que eles espalham para nos ter nas mãos e nos manipular de todas as formas.

E em meio a essa reflexão que se arrastava há meses fui procurar no dicionário o significado da palavra e fiquei surpresa com as variações de adjetivos e mais uma vez percebi que ser radical é o propósito da minha vida.

Assim, diz o dicionário:

 “Que exige destreza, perícia e/ou coragem. Que é favorável a reformas absolutas no quadro da sociedade atual.. Afastado do que é usual ou tradicional.”

Sinto-me honrada em ser radical.


13 de maio de 2012

MÃES DO REINO ANIMAL



MÃES DO REINO ANIMAL

Reuni imagens de várias mães do Reino Animal, uma diversidade imensa de seres que estão neste lindo Planeta  azul chamado Terra para evoluir conosco. Muitas dessas mães estão em extinção por covardia e falta de compaixão dos chamados humanos, mas na verdade desumanos. São mães que vivem nos fundos dos oceanos e na sua superfície. Mães que vivem no “ar”, voando em sua leveza e graciosidade. Enquanto nós seres humanos não temos sua leveza e liberdade de “viajar pelo mundo, apenas abrindo nossas “asas”.“Mães do gelo” e mães da terra firme.

A raça humana só tem uma capacidade de sobrevivência, apesar das diferenças climáticas dos continentes, nossa conformação física é a mesma. Eu me pergunto: o Reino Animal com sua diversidade física, “emocional” e biológica segue seu caminho apenas pedindo o direito de palmilhar este planeta juntamente conosco.

Segundo a biologia há milhões de anos, surgiram os primeiros habitantes do nosso planeta, esses habitantes foram justamente os animais, portanto estavam aqui antes de nós, e até hoje eles não têm seu espaço neste mundo de intolerância, desamor e insensibilidade.

Estão sendo dizimados de todas as maneiras por interesses materiais, por vaidade, lucro, maus-tratos e diversão:  nas caçadas, circos, rodeios, touradas, puxada de cavalos, rinhas, farra do boi, pescarias, pela pseudociência, nos altares  “religiosos”, na indústria da moda, em gaiolas,  nos matadouros em nome de uma alimentação balanceada,  nas granjas sem ver a luz, em laboratórios em nome de pesquisas vãs. etc.etc.

Tiramos os animais de seu habitat natural e os domesticamos, mas desde sempre só o usamos para nosso deleite, e eles em sua pureza, amor e lealdade dedicam suas breves vidas a nós.

Mas essa humanidade perdida e desorientada continua a usá-los para seus interesses espúrios e os abandonam sem misericórdia, o que vemos são maus-tratos com requinte de  crueldade.

Neste dia das mães, dia da força (energia) feminina, energia que tem o “poder” de criar uma outra vida, neste dia onde o amor puro, a sensibilidade e a compaixão pela vida tem seu eco no Cosmos, eu  clamo por compaixão e respeito a este Reino tão sofrido e perseguido pela ignorância humana.

Mulheres -  mães, nossa sensibilidade é a chave para mudanças para este “mundo” e para todas as formas de vida, que neste dia nossas consciências possam se UNIR com todas as formas de vida, sejam humanas ou não- humanas. Essa é nossa responsabilidade como co-criadora com o Cosmos.
Por um mundo de união, Paz e solidariedade com toda a vida.





23 de dezembro de 2010

O agradecimento dos animais pelo Natal ou ‘Hoje eu sou uma estrela’

O agradecimento dos animais pelo Natal ou ‘Hoje eu sou uma estrela’

Marcio de Almeida Bueno

Esqueça o oba-oba das lojas, os empurrões no trânsito e a expectativa de folga, bebida e comilança. Somente o olhar dos animais não-humanos é verdadeiro, dentre o furacão que os engole com mais força, no final de cada ano. Os animais da pecuária encaram o fim de suas vidas – ‘eles nasceram para isso’ – enquanto contemplam o traseiro de um clone seu, nos bretes e corredores de concreto que antecedem a mesa farta preparada com tanto esmero pelas famílias de bom coração.

O olhar de quem não sabe chorar, já que a reza na hora do desespero é exclusividade na lista da racionalidade – essa qualidade que separa a humanidade das bestas-feras. O olhar de quem viu o filhote ser puxado para longe de si pelos funcionários da fazenda, esse lugar bucólico onde os animais são tratados como reis, já que optaram por isso em troca de suas liberdades.


O olhar do frango que está encaixotado, empilhado em um caminhão que passa na nossa frente quando estamos na estrada, rumo às férias. Perdemos um segundo, apenas, pensando nisso. Não há espaço para que ele nos dê um tchauzinho, talvez agradecendo pelo doce toque da morte que o aliviará e abreviará sua existência marcada pela ausência de mãe, confinamento, horários alterados para ditar o ritmo da engorda e opressão no dia-a-dia


‘Obrigado Papai Noel ou menino Jesus por me tirar de um aviário com outras milhares de aves. Obrigado pela ração e água que mantiveram este corpo vivo, pois ele vale pelo preço que alguém paga. Não tem o valor que minha mãe, animal como eu, instintivamente perceberia, e por isso me defenderia, em condições normais. Aqui sou um entre milhares, e não parece fazer muita diferença se eu morrer agora ou esperar o caminhão dos caixotes. Nasci de uma máquina de ovos, mas espero encontrar minha mãe, ciscando a meu lado, algum dia.


Obrigado Deus humano pela corrente que sempre existiu em torno do meu pescoço, que não me permite caminhar até o horizonte. Ou até o ponto onde há sombra, onde a água da chuva não está empoçada. Agradeço pelos dias que lembraram da minha existência, e sobras de comida chegaram até onde esta corrente permitiu alcançar. Obrigado, Papai Noel, por ter sido escolhido como animal de estimação por uma família de humanos.


Obrigado, espírito natalino, por eu ter puxado tanta carroça em meio à fumaça de óleo diesel, fraco, assustado e sedento, que enfim eu tombei no asfalto. A última surra que tomei do carroceiro, para que eu me levantasse, permitiu que enfim meu espírito pudesse cavalgar livre naquelas campos verdes onde quadrúpedes iguais a mim, porém belos e com longas crinas, correm sentindo o vento da natureza. Acho que o esforço que fiz diariamente para tirar meu condutor da miséria, ou pelo menos diminuir sua pobreza, foi menos do que eu poderia, então eu aceito meu castigo.


Obrigado, família do presépio, por eu ter sido o escolhido para, ainda bebê, estar na mesa de tantas residências, para ter meu pequeno corpo saboreado em uma bonita bandeja, assado e servido à meia-noite. Ainda não entendi por que nasci e morri tão rápido, se fiz algo errado a ponto de não poder crescer um pouco mais em um lugar que, onde vi, havia outros como eu, alguns bem gordos. Mal lembro da minha mãe, mas lembro que ela não podia se virar, cercada em um gradeado enquanto mamávamos. Talvez tenha sido azar, talvez tenha sido sorte.


Obrigado meu Deus, por eu poder ajudar tanta gente a usar um xampu que não irrite os olhos, uma maquiagem que não cause problemas, um produto qualquer a ser dado de presente neste Natal, que nunca vou saber direito, que atendeu os humanos em suas expectativas mais simples. Estive em um laboratório, cercado de pessoas de jaleco branco, durante tempo suficiente para saber que sou parte importante do progresso, que a Ciência evoluiu graças à minha dor, meu aprisionamento e tudo aquilo que os produtos geraram nos meus olhos e no meu corpo. Fico grato por ter ajudado.


Obrigado Maria, mãe de todas as mães que, zelosas como eu, dão leite a seus filhos durante anos, mesmo após o fim de sua amamentação natural. Minha vida neste estábulo, com úberes gigantes e doloridos, plugados em uma máquina, é o sacrifício que faço para a saúde humana. Não percebi, ainda, em minha mentalidade abaixo da humana, porque o leite de meus filhos vai para os filhos de outra espécie, e até quando já são adultos. Meu filhote não está mais ao alcance de minha vista, foi retirado cedo de meu lado, mas sei que o papel dele, como vitelo, ocupa espaço de respeito junto aos humanos. É alvo de muitos comentários e elogios. Pelo menos é o que imagino, pois o sacrifício é doloroso o suficiente para, respeitosamente, ousar questionar o porquê de minha existência. Mas agradeço mesmo assim, Papai Noel.

 Obrigado pelas palmas cada vez que apareço no picadeiro. O olhar das crianças me faz esquecer a minha vida de tédio e imobilidade, viajando de cidade a cidade. Quem sabe um dia eu e os demais animais cheguemos ao lugar de onde viemos, que deverá ter muitas árvores, rios e espaços para correr. Enquanto isso, eu repito as manobras noite após noite, mostro os mesmos truques que, pela minha teimosia, eu custei a decorar. Quem sabe neste Natal eu ganhe uma última viagem, de volta ao habitat que jamais conheci em vida.

 Obrigado Natal, por eu poder aquecer tanta gente elegante em momentos de frio. Nasci peludo tal como minha mãe, e como ela pude participar da indústria humana, essa coisa que traz tanto progresso, dando de bom grado minha própria pele para que maridos mostrem afeto à esposa, presenteando-as com belos casacos. Muita gente famosa e rica usa a pele que pode ter sido minha. Isso me enche de orgulho e faz valer o tempo que morei em uma gaiola pouco maior que meu próprio corpo. Já estava cansado de andar em círculos, lembrando dos bosques que um dia corri de cima a baixo. Mas um dia veio a dor que, por pior que tenha sido, me libertou finalmente. Ainda relutei alguns minutos, já sem pele, mas vi que a liberdade me abraçava e escurecia minhas vistas. Acho que valeu a pena, pois sou fotografado e até apareço na televisão, durante o inverno – pelo menos acredito que aquelas partes sejam minhas, cobrindo o corpo de pessoas tão bonitas e famosas. Obrigado aos responsáveis.


Obrigado a todos que vieram me assistir nesta arena. Ainda estou zonzo e ofuscado pela luz após dias de escuridão, mas já entendi que, aqui, eu sou a atração. Há um semelhante a mim, porém sem chifres e mais magro, e nele está montado um humano, com roupas garbosas e armas tão afiadas como as que já furaram tantos iguais a mim. Eu espero que tudo isto termine logo, pois o cansaço está vencendo a euforia, há tanto sangue que já não sei se é meu ou de alguém antes de mim, e está difícil fazer levantar a platéia tantas vezes. Que a morte venha me tocar com a mesma doçura da última vez que fui tocado pela minha mãe. Ela deve estar orgulhosa de um filho que resistiu até o fim, cercado de espadas, aplaudido, sangrando ajoelhado, língua de fora mas fazendo questão de participar do show até o fim. Acho que os aplausos são para mim, já que os olhares convergem para onde estou. E eu não sei onde estou.

  Obrigado menino Jesus por ter nascido e feito seus iguais perceberem a necessidade de haver uma festa em seu nome, para redenção e paz, onde eu seria assado em espeto e saboreado por tantas pessoas felizes, sorridentes e em clima de fraternidade. Jamais imaginei que, sem saber falar, sem ter tido escolhas, seria eu o ponto central dos churrascos de final de ano de tantas empresas, entidades, famílias e grupos a confraternizar. Aguardei este momento sempre em espaços com arame farpado, tal como a coroa que um dia finalmente lhe puseram na cabeça, e usei argola no nariz para que um filho seu, fiel e devoto, me conduzisse para o lugar certo. Apanhei da vida, mas quem não apanhou? Sempre soube que uma vida de aperto, confinamento, marcação a ferro quente, castração a frio e morte sobre o concreto teriam um sentido maior. Obrigado por dar um norte a minha vida. Hoje, eu sou uma estrela.

FONTE:  http://vista-se.com.br/redesocial/o-agradecimento-dos-animais-pelo-natal-ou-hoje-eu-sou-uma-estrela/

 


11 de agosto de 2010

VOCÊ NÃO É “AMIGO” DOS ANIMAIS E TAMPOUCO UM PROTETOR.



Você não é “amigo” dos animais e tampouco um PROTETOR.

Se você ouve e compra música de quem “promove” rodeios.
Se você freqüenta ou tem simpatia por religiões afro-brasileiras que usa animais em seus rituais.

Se você adora Beto Carreiro World
Se você adora circo com animais

Se você adora uma pescaria para “relaxar”
Se você assiste impassível a morte de animais nos matadouros, granjas. Nas touradas, rodeios, puxada de cavalos, farra do boi, rinhas, testes de pseudo cientistas, se adora a moda da morte, se usa cosméticos testados em animais, se não abre mão dos confortáveis sapatinhos de couro, da bolsa da moda oriunda da dor e sofrimento dos animais, etc.

Você não ama animais e tampouco pode se chamar defensor de animais. Se ainda come carne, mesmo sabendo e vendo o sofrimento imposto a eles para satisfazer seu paladar.

Quero deixar bem claro que não tenho nada contra as religiões afro-brasileiras, apenas não concordo com a maneira deles tratar os animais em nome de Deus. Portanto, acho uma contradição se dizer que ama animais e ser conivente com a morte deles em nome de fé, ou seja, lá o que for.

Quanto aos cantores que são “responsáveis” por existir rodeios, é imperdoável se chamar protetor e comprar seus CDS, pois todos sabem que 99,9% das pessoas que vão aos rodeios vão por causa do show de dor e horror. É lamentável que eles se digam homens ligados a Terra e a Natureza, a maioria veio do campo e tem a coragem de destruí-la com criação de gado e outras coisas que vão contra a vida.