Não resisti.
Eu sempre prometo não me envolver nessa sujeira toda que são os políticos, empresários gananciosos e pessoas sem caráter, porém, não resisti.
Mostrando postagens com marcador matadouros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador matadouros. Mostrar todas as postagens
18 de março de 2017
14 de janeiro de 2013
SER RADICAL É O PROPÓSITO DA MINHA VIDA
SER RADICAL É O PROPÓSITO
DA MINHA VIDA
Amara Antara
De tanto ouvir que sou
radical, tenho pensado muito no significado da palavra, e muitas vezes me pego
confabulando comigo mesma: o que é ser radical? E cheguei a conclusão que, para
você ser inteiro e leal em suas convicções éticas não tem como não ser radical,
e partir de agora vou me sentir muito confortável quando assim for considerada.
Sem ser radical não tem como seguir enfrente diante da indiferença com todas as
formas de vida, humanas e não humanas.
Como ser imparcial com a
fome na África, com as guerras sangrentas em nome de poder e lucro, com as
falsas promessas em púlpitos de ouro em nome de Deus, com as promessas inflamadas
feitas em palanques que nunca serão cumpridas, com o sofrimento dos animais nos matadouros, granjas, nas caçadas, nos laboratórios de vivissecção,
nas pescarias, na extração de peles, nas gaiolas, nos circos, touradas, farra
do boi, puxadas de cavalos, rodeios, rinhas, pelos animais que são perseguidos
e mortos neste imenso mar azul.
Como ignorar os maus-tratos, morte e abandono
dos animais domésticos?
Como ignorar o “dragão” criado pelos “senhores
do mundo” para nos aniquilar nas raias do MEDO. Medo, muito medo (medo do medo),
medo que eles espalham para nos ter nas mãos e nos manipular de todas as
formas.
E em meio a essa reflexão
que se arrastava há meses fui procurar no dicionário o significado da palavra e
fiquei surpresa com as variações de adjetivos e mais uma vez percebi que ser
radical é o propósito da minha vida.
Assim, diz o dicionário:
“Que exige destreza, perícia e/ou coragem. Que é favorável a reformas absolutas no quadro da sociedade atual.. Afastado do que é usual ou tradicional.”
Sinto-me honrada em ser radical.
11 de dezembro de 2012
QUER PAZ EM 2013?
QUER PAZ EM 2013?
Em todo final de ano deveria ser um momento para reflexão, não somente do que vivemos, mas do que deixamos de viver e de fazer por absoluta inércia.
Sonhamos com a paz e a cada início de ano pedimos paz, pedimos misericórdia para nossas vidas e para a vida das pessoas que amamos.
A maioria se senta à mesa para comemorar as festas de fim de ano, mesa recheada de sangue, dor, sofrimento e morte.
Jamais teremos Paz, enquanto não dermos essa Paz ao Reino Animal, nossa Paz passará necessariamente por eles.
Quer viver em paz, e ser um dos artífices dela?
Neste Natal e Ano Novo mude seu cardápio.
Respeite os animais, respeite a vida.
10 de fevereiro de 2012
Desafio aos não vegetarianos – com todo o respeito - Fernanda Franco
Cotidiano Vegano - Fernanda Franco
Desafio aos não vegetarianos – com todo o respeito
10 de fevereiro de 2012 às 18:41
Quem, entre os meus leitores ainda não vegetarianos, aceitaria este desafio: assistir de perto e ao vivo ao “abate” de um animal em um matadouro? Ver e ouvir os seus suspiros finais, de perto, olhos nos olhos? E depois comer a carne desse animal morto com um garfo e uma faca, em uma mesa posta?
Quem aceitar esse desafio, faço questão de ir junto e registrar em vídeo. Mas quem não aceitar deve parar de consumir carne imediatamente (de qualquer origem e espécie animal) – ou estará condenando a si mesmo ao autoengano dos que não querem ver para não precisar mobilizar forças para mudar e crescer, no caminho da compaixão e da justiça.
Nem precisaríamos ir tão longe. Um desses vídeos terríveis, investigativos, feitos por ativistas que adentram os matadouros para registrar a tortura e o sofrimento a que são submetidos esses animais criados para o consumo humano bastaria. Será? Para alguns, sim. Para muitos, ainda é preciso compartilhar o horror de perto. E quem não se solidariza diante da dor de um animal sendo torturado, quem não dói junto, só pode padecer de psicopatia – um mal comum aos humanos dos tempos de hoje.
Que os psicopatas não se importem, após um desafio como esse, de continuar a consumir alimento oriundo do sofrimento de animais, eu lamento, abomino, mas até entendo, pois são seres incapazes de sentir empatia. Mas aos não psicopatas, é inaceitável que não passem por essa etapa obrigatória antes de fazerem suas escolhas de continuar consumindo ou não a carne que compram no açougue! Hello, escolas. O que nossos jovens estão estudando nas salas de aula, se não compreendem o sentimento mais fundamental que é a compaixão? Pelo contrário, aprendem por uma osmose sórdida e silenciosa a dissociar a angústia desses animais escravizados do pedaço de carne servido em seu prato ou em uma bandeja de isopor, no refrigerador do supermercado. Em última instância, desaprendem a vida!
Apenas podemos fazer escolhas próprias diante de verdades. Nisto se baseia esse desafio: quero que você pare de olhar para a vaquinha sorridente da embalagem e volte o seu olhar para o que existe realmente: um animal confinado em um matadouro imundo, sofrendo muito, após ter sua vida escravizada e o seu corpo violentado, para então ser morto e caber numa dessas embalagens fictícias que convencem você enquanto você estiver desacordado.
Desafio lançado. Com todo o respeito.
FONTE:http://www.anda.jor.br/10/02/2012/desafio-aos-nao-vegetarianos-com-todo-o-respeito
29 de junho de 2011
30 de maio de 2011
29 de outubro de 2010
Incrivelmente nojento & extremamente podre - Carne que você come
Em artigo exclusivo à Galileu, um dos mais cultuados nomes da nova literatura americana revela detalhes do período em que passou investigando como a carne que comemos é produzida
Por Jonathan Safran Foer“Tente visualizar... (É improvável que algum dia você chegue a ver em pessoa o interior de uma granja.) Pegue um pedaço de papel sulfite e imagine uma ave adulta, com formato semelhante ao de uma bola de futebol americano com patas, de pé sobre a folha de papel. Imagine 33 mil desses retângulos numa grade. Agora coloque a grade dentro de paredes sem janelas e um ventilador no teto. Insira nesse cenário sistemas de alimentação (guarnecida com drogas), água, aquecimento e ventilação. Isso é uma fazenda.
Estudos científicos sugerem que virtualmente todas as galinhas (mais de 95%) tornam-se infectadas com a bactéria E. coli (indicador de contaminação fecal) e entre 39% e 75% das que chegam ao varejo ainda estão contaminadas.”
Estudos científicos sugerem que virtualmente todas as galinhas (mais de 95%) tornam-se infectadas com a bactéria E. coli (indicador de contaminação fecal) e entre 39% e 75% das que chegam ao varejo ainda estão contaminadas.”
FEZES NO SEU QUEIJO:
Gado, lama e feno? Também, mas a imagem acima mostra uma fazenda de laticínios, no estado americano de Washington, com vacas afundadas em urina e excrementos
Foi muito difícil parar de comer carne. Para algumas pessoas é fácil, elas tomam a decisão e pronto. Para mim, foram anos de dúvidas atrozes. Um dos meus grandes problemas é que eu simplesmente adoro o gosto da carne. E isso tem a ver com as representações culturais da comida. Os alimentos transmitem amor, valores, histórias. Nossas refeições alimentam e ajudam a lembrar. Comer e o ato de contar histórias são inseparáveis – a água salgada também são lágrimas; o mel não só é doce, mas nos faz pensar na doçura. Por isso, sentar à mesa sempre foi algo muito importante para mim.
Desde que descobri que o frango no meu prato era uma galinha morta, nunca mais aceitei bem o fato de machucar os bichos para comê-los. Mas não conseguia ser muito contundente em relação a isso. Aí aconteceu uma revolução na minha vida: tive um filho. E percebi que podia escolher contar a ele outras histórias sobre os alimentos, diferente das minhas. Porque nutrir meu filho não é como me nutrir: é mais importante. Importa porque comida é importante e porque as histórias que são servidas com ela também são. Decidi, então, ver de onde vinham minhas refeições. E fui buscar a questão que mais me incomodava, os animais.
Desde que descobri que o frango no meu prato era uma galinha morta, nunca mais aceitei bem o fato de machucar os bichos para comê-los. Mas não conseguia ser muito contundente em relação a isso. Aí aconteceu uma revolução na minha vida: tive um filho. E percebi que podia escolher contar a ele outras histórias sobre os alimentos, diferente das minhas. Porque nutrir meu filho não é como me nutrir: é mais importante. Importa porque comida é importante e porque as histórias que são servidas com ela também são. Decidi, então, ver de onde vinham minhas refeições. E fui buscar a questão que mais me incomodava, os animais.
* Os trechos em itálico fazem parte do livro Eating Animals, novo livro de Jonathan Safran Foer, autor de, entre outros, Extremamente Alto & Incrivelmente Perto. Traduzido por Adriana Lisboa, a obra será publicada no Brasil, pela Editora Rocco, no segundo semestre
CAPÍTULO 1 | A NÁUSEA
“A próxima vez que um amigo tiver um ‘resfriado’ repentino, faça algumas perguntas. A doença foi uma dessas que vêm e vão rápido – vomitadas ou defecadas e então aliviadas? O diagnóstico não é simples, mas, se a resposta for sim, seu amigo provavelmente não ‘pegou uma virose’, ele ‘comeu uma virose’ que tem todas as chances de ter sido criada pelas fazendas industriais.”
A coisa mais interessante sobre a pecuária nos EUA hoje é que não há absolutamente nada de bom a ser dito sobre ela. As fazendas industriais são responsáveis pela morte anual de cerca de 450 bilhões de animais terrestres e têm uma contribuição 40% maior para o aquecimento global que todo o transporte do planeta reunido. São a causa número um da mudança climática. Ou seja, de qualquer ângulo, elas são péssimas. Se alguém escolher apenas um desses argumentos para recusar a criação moderna de animais, ele será mais que suficiente.
Além disso, comemos animais doentes. Frangos e perus são criados em espaços minúsculos, sem a mínima condição de locomoção. Porcos nascem deformados e precisam ficar presos para não atacarem uns aos outros. Peixes criados em tanques podem tornar-se canibais. Grande parte do gado é retalhada e desmembrada enquanto ainda está consciente. Nosso sustento vem da miséria. Se alguém nos oferecer um filme sobre como nossa carne é produzida, ele será de terror.
Além disso, comemos animais doentes. Frangos e perus são criados em espaços minúsculos, sem a mínima condição de locomoção. Porcos nascem deformados e precisam ficar presos para não atacarem uns aos outros. Peixes criados em tanques podem tornar-se canibais. Grande parte do gado é retalhada e desmembrada enquanto ainda está consciente. Nosso sustento vem da miséria. Se alguém nos oferecer um filme sobre como nossa carne é produzida, ele será de terror.
CROSTA DE SUJEIRA: Vaca coberta por uma carapaça de dejetos - a cada segundo, os EUA produzem 40 mil quilos de fezes animais
Mesmo assim, o que mais me impressionou durante os quase três anos que passei escrevendo o livro não foi nenhuma das cenas horríveis que presenciei. Foi a constatação de que elas não são as exceções, mas a regra. Nos EUA, 99,9% dos animais são criados em fazendas industriais, onde essas imagens são rotina. Isso foi o mais assustador. Como a maioria das pessoas, eu sabia que esse tipo de criação não era boa. O que não sabia é que todas as vezes que compro algo no supermercado ou que pago a conta do restaurante estou pagando por um animal criado dessa forma. Isso é tão grave que nenhum dos grandes produtores de carne me deixou entrar em suas fazendas.
Entrei em contato com todos e não houve um que me abrisse as portas. Para ver como realmente são os frangos e perus que vão para minha geladeira precisei invadir as propriedades no meio da noite, como um bandido. E a visão daqueles bichos empilhados é, realmente, terrível. Até hoje a grande indústria permanece silenciosa sobre o que escrevi.
Por tudo isso, tornei-me vegetariano e escolhi alimentar meu filho da mesma forma. O vegetarianismo é a única forma de comer coerente com tudo o mais que ensino a ele. Não consigo lhe dizer “olha, filho, sabe aqueles animaizinhos que estão nos livros que lemos pra você à noite? Então, na verdade, a gente mata todos eles, arranca a cabeça, coloca na churrasqueira e depois come, viu?”. Não falo de certo ou errado, mas simplesmente não tem nada a ver com os meus valores.
CAPÍTULO 2 | DESASTRE GLOBAL
“Então as galinhas vão para um tanque de água refrigerada, onde milhares de aves são resfriadas juntas. A água nesses tanques foi convenientemente nomeada ‘sopa fecal’. Pela imersão de aves limpas e saudáveis no mesmo tanque das sujas, você está assegurando a contaminação.”
Sei que é inviável que todos deixem de comer carne. Essa não é a solução. Também fui a fazendas onde os animais são bem tratados, bem alimentados e abatidos, e não posso ser contra quem come esse tipo de bicho. Mas essas fazendas nunca irão alimentar o mundo. Elas sempre serão exceções, ainda mais em um mundo de quase 7 bilhões de pessoas. Muitos se distraem com questões filosóficas, se é certo ou errado comer animais ou como faríamos uma pecuária ética. Mas isso não é nada prático. Vivemos em um mundo lotado de gente que quer comer muito bife. E não há nenhuma maneira de responder a esse desejo que não seja destruindo o meio ambiente e sendo violento com os animais.
Mas, por outro lado, precisamos desesperadamente encontrar um jeito mais sustentável de produção. E as pessoas precisam comer muito menos. Nos EUA, o consumo de frango aumentou 150 vezes em 80 anos. Essa abundância, combinada com a destruição ambiental, não pode ser ignorada. Mas ainda não encontramos um modelo para solução. O grande problema é que a maioria vê na discussão as alternativas: comer ou não comer carne. E há inúmeras opções entre esses dois polos.
Muitas pessoas se preocupam com a questão do meio ambiente e dos maus-tratos a animais, mas nem cogitam ser vegetarianas. E, veja só, se toda a população dos Estados Unidos decidir não comer carne apenas uma vez por semana, isso seria o equivalente a tirar 5 milhões de carros das ruas. Pequenas ações como essas são, realmente, importantes. Gestos como escolher o que vai para a lista do supermercado ou quais ingredientes pedir do cardápio podem começar a mudar o mundo. Não é necessário tirar os animais da dieta.
CAPÍTULO 3 | UMA SOPA DE FEZES
“Os animais criados nas fazendas industriais produzem 130 vezes mais excrementos que a população humana – nos EUA, são cerca de 40 mil quilos de merda por segundo.”
Sou absolutamente contra o argumento de que comer carne é da natureza humana. Não acredito que, só porque a humanidade comeu outros animais por longo tempo, deveríamos continuar assim. O progresso só se dá quando transcendemos a natureza. Cada livro escrito é uma forma de transcendê-la, o fato de falarmos pelo telefone ou de não sairmos esmurrando os outros também. E podermos escolher agir de acordo com o que não é natural é algo essencialmente humano. Deixar de comer outros animais nos faz também mais homens.
Afinal, existiram épocas e lugares em que os humanos comeram insetos, bichos de estimação ou outros humanos. Esses limites, geralmente, são arbitrários. Tornei-me vegetariano, mas não acho que seja o único caminho. As pessoas precisam comer de acordo com seus valores. Se fizessem isso, a maioria deixaria de comer carne. E se todos souberem o que realmente está acontecendo, se virem como os animais se tornam comida, quem sabe deixar de comer carne não seja mais apenas uma exceção?
E MAIS TRÊS VERDADES INCONVENIENTES NO PRATO
1>>> “Sem piadas aqui, e sem desviar do assunto: os animais são sangrados, pelados e desmembrados enquanto estão conscientes. Isso acontece o tempo todo, e a indústria e o governo dos EUA sabem disso. Muitos estabelecimentos intimados por retirar o sangue e o couro e desmembrar animais vivos defenderam suas ações como algo comum na indústria e perguntaram, talvez com razão, por que tinham sido selecionados.”
2>>> “Uma fonte maior de sofrimento para salmão e outros peixes criados em cativeiro é a presença abundante de piolhos-do-mar, que crescem em águas sujas. Esses piolhos criam lesões abertas e às vezes corroem até os ossos da face dos peixes – um fenômeno tão comum que é conhecido como a 'coroa da morte' na indústria. Um único salmão criado em cativeiro gera uma multidão de piolhos-do-mar em quantidades 30 mil vezes superiores ao que ocorreria naturalmente.”
3>>> “Quanto mais cedo os leitões se alimentam de sólidos, mais cedo alcançam o peso de mercado. 'Comida sólida' frequentemente inclui plasma sanguíneo seco, um produto secundário dos abatedouros. (Isso fere a mucosa de seu trato gastrintestinal.) Os porcos desmamados serão, então, forçados para dentro de gaiolas de metal. Essas 'creches' são empilhadas, e fezes e urina caem das gaiolas superiores nos animais de baixo. Os criadores vão deixar os leitões ali antes de movê-los para seu destino: cercados apertados. Sem espaço para se mover, os bichos queimam poucas calorias e engordam mais com menos comida.”
VERSÃO BRASILEIRA
Assinar:
Postagens (Atom)








