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31 de outubro de 2017

WICCA

WICCA

Desde tempos imemoriais se associou as bruxas ao mal, grande parte dessas crenças são ligadas a religiões que em sua intolerância as julgou (muitas vezes não que elas fossem) e até as assassinou em fogueiras, sempre em nome de Deus.
Confunde-se magia negra com Wicca.

Wicca é uma religião que tem sua base “espiritual” na religião matriarcal de adoração à deusa mãe. As Wiccas (bruxas) não usam magia negra, elas defendem a vida, honram a energia MÃE que gera todas as formas de vida.

Algumas bruxas históricas adquiriram alguma notoriedade, como é o caso das chamadas Bruxas de Salem, a Bruxa de Evóra e Dame Alice Kytler (bruxa inglesa). São também bastante populares na literatura de ficção, como nos livros da popular série Harry Potter, nos livros de Marion Zimmer Bradley (autora de As Brumas de Avalon, que versam sobre uma vasta comunidade de bruxos e bruxas cuja maioria prefere evitar a magia negra, ou a trilogia sobre as bruxas Mayfair, de Anne .

Como disse Albert Einstein : 
"Além das aptidões e das qualidades herdadas, é a tradição que faz de nós aquilo que somos."

Tradições arcaicas que impõe dor e sofrimento a qualquer forma de vida, não é tradição é sadismo.
Amara Antara


29 de outubro de 2017

DIA DAS BRUXAS

“O medo dos poderes invisíveis, inventados ou imaginados a partir de relatos, chama-se religião.”
Thomas Hobbes 

22 de maio de 2014

DIA DO ABRAÇO

“O melhor do abraço é o charme de fazer com que a eternidade caiba em segundos. A mágica de possibilitar que duas pessoas visitem o céu no mesmo instante.”
Ana Jácomo

9 de fevereiro de 2012

ANIMAIS, VIDA, DOR.



Estou cansada de ouvir: você acha que um gato vale mais que um ser humano? Estou cansada de responder: estou falando de afeto, sentimento, amor, esses sentimentos estão em todos os Seres sejam humanos ou não humanos. Para mim, não importa quem esteja em sofrimento, a dor não tem nacionalidade, religião, etnia, animais, plantas e toda Natureza sofrem. Em alguns Reinos não percebemos sua dor como percebemos nos humanos e nos animais, mas todos sofrem de alguma maneira. Meu amor e dedicação pelos animais é igual a que dedico a um ser humano necessitado. Não consigo ver diferença alguma, nem na dor, nem no amor. Um dia ouvi uma palestra onde o palestrante dizia que devíamos amar os animais como gente e os humanos como alma. 
Ele não dizia para amarmos os animais como gente para torná-los humanos, os vestindo e fazendo essas bobagens que fazemos os tornando ridículos mas, os humanizando no sentido de direitos, carinho, amor, parceria e dedicação. Não acho difícil tratar os animais como gente dando carinho, amor, dedicação os “ouvindo” e contribuindo com sua evolução. Mas confesso que ainda não consigo tratar os humanos como alma, pois muitas vezes me dá impressão que muitos não têm alma.


12 de setembro de 2011

GATINHA LYSNEL E FILHOTES PARA ADOÇÃO

Gatinha dócil e amorosa, abandonada na rua com 4 filhotes, na manhã do dia 7 de setembro, eles devem ter nascido na madrugada do dia 7. Preciso de ajuda para arrumar lares seguros, em caso de apartamento com telas. Me ajudem a encontrar um lar para os filhotes e para sua mamãezinha quando forem desmamados.

Contato:  Marlene (Amara Antara)

 amaraantara@yahoo.com.br
Livreira_marlene@hotmail.com

Estamos em Campinas – SP.


20 de fevereiro de 2011

URIEL IN MEMORIAM


Uriel In Memoriam

Amor, palavra escrita, falada, poetizada, cantada e encantada de todas as maneiras, entre tantos sentimentos. Todas as religiões e crenças a tem como a mais importante qualidade do ser humano. Mas infelizmente nós os chamados humanos, mas na verdade desumanos não a compreendemos e tampouco a vivemos em sua essência, nós a transformamos em posses, desejos, ódios, crimes, etc.

Desde que comecei a conviver diretamente com animais, consegui vislumbrar o que realmente é amar, só com a convivência com eles a força, a beleza e magia desta poderosa palavra começaram a ecoar em meu coração. Mas o amor deles é infinitamente maior que o meu, estou no jardim-da-infância deste sentimento.

Neste meu aprendizado lento mais constante me preparo para amar por amar como eles, amar sem memória do passado, do presente, das indiferenças, das maldades, amar mesmo sendo abandonada, criticada, rejeitada.  A maioria deles passou pelo abandono, pela rejeição, indiferença e maus tratos.

Assim são os animais, os humanos os abandonam, batem, os deixam sofrer de fome, frio, doenças e o pior de desamor, mas eles estão sempre ali presentes, amigos, companheiros, nos dando sua vida se necessário.

A vida me deu a oportunidade de aprendizado com cinco criaturinhas vitimas do abandono, da dor e maus tratos, elas trouxeram alegria, amizade, solidariedade, paz e muito amor para minha vida. Mas tudo na vida, por mais que cuidemos, amemos, tem que ir embora para sua morada de origem.  Primeiro foi a Juma, minha primeira grande Mestra, a iniciadora deste aprendizado tão lindo, mas tão complexo para nós humanos tão preocupados com aparências, com o outro, com o futuro. Mas através dela vieram mais quatro. Ela se foi depois de ter vivido, amado e me transformado. As pessoas acham que nosso amor se restringe aos animais, enganam-se, quem aprende a amar através dos animais, ama toda a Vida no Planeta, humano e não humano, plantas, águas, Mãe Terra, o ar a vida, com uma intensidade inimaginada por uma mente “normal”.

Uriel, minha terceira resgata se foi deste mundo tão cruel com sua espécie, ficou doente dia 06-02-2011, e em uma semana de sofrimento intenso me deixou, foi se juntar aos Anjos e Devas e com a sua irmã mais velha Juma. A Uriel tinha 13 anos, tinha uma saúde invejável, mas em poucos dias eu a vi prostrada, sem andar, sem comer. Nos exames veio a sentença fatal “Insuficiência renal crônica” em estado avançado. Eu conhecia a doença por alto por ler alguns textos e guardado na memória os sintomas principais, mas ela nunca demonstrou nenhum dos sintomas, mas eis que de repente, essa doença cruel tomou seu corpo de maneira irreversível.

Foram tentados os tratamentos, mas não houve melhora e exatamente uma semana depois ela se foi em meus braços. Tínhamos ido à tarde fazer soro subcutâneo, que segundo os veterinários era a única maneira de ajudá-la, mas o soro a debilitou ainda  mais, quando chegamos em casa ela estava largada, sem estímulos, já não balançava o rabinho ao menos levemente, mas ela me ouvia, pois mexia os olhos. Senti que era seu último dia neste mundo.

Quando começou sua agonia, me sentei ao seu lado e contei toda sua história, como a encontrei, o primeiro banho, a bronca dos irmãos e como ela iluminou nossas vidas, o quanto foi amada e quanto me amou. E fui calmamente falando vai querida, vai em paz, São Francisco de Assis, a Juma e os Anjos estão lhe  esperando, pode ir eu vou ficar bem, mais saiba eu te amo demais. Mas até mesmo a hora final foi sofrida, vomitou sangue três vezes.  Sei que está na Ponte do Arco-Íris, eu tenho que acreditar em um lugar como a Ponte do Arco-Íris para os animais. Sei que a Ponte do Arco-Íris, é uma metáfora, mas deve existir um lugar assim. Com certeza naquele momento outros animais estavam também partindo deste mundo e muitos deles sozinhos, sem amor sem carinho e muitas vezes através da crueldade humana. Para esses que nunca conheceram o amor somente a Ponte do Arco-Íris pode lhes dar o que os humanos lhes negaram.

Pela manhã com minhas próprias mãos abri um buraco para colocá-la, já não tinha forças pela semana insone, mas a cada batida de enxada na terra dura eu ia dizendo, força, força essa é a última coisa que fará por ela.  E o corpo dela está próximo da Juma, embaixo de uma paineira frondosa, sei que é apenas um corpo, mas está lá sepultado como todos os seres merecem.

A gente pensa que a separação da chamada morte é igual, percebi que não. Acho que até nisso a Juma me ensinou, fui mais serena com a doença e com a partida da Uriel. Apesar da dor que estou sentindo Eu Sou grata a São Francisco de Assis, Anjos e Devas por ela não ficar sofrendo inutilmente. Meus sentimentos ainda estão confusos, chorei tanto antes que após sua partida ainda não chorei, parece que estou andando em câmera lenta, entre a realidade e a ficção.

Adeus!  Minha ratinha, adeus Uriel até qualquer dia.

*10-01-1998
+13-02-2011

Toda homenagem a Uriel está no Blog dos gatosamaraantara

30 de dezembro de 2010

Homenagem a Cida Lellis - IN MEMORIAM




Para Cida Lellis
Qualquer coisa que eu diga não é suficiente para traduzir minha tristeza, mas este texto diz um pouco do que eu gostaria de dizer. Mas vá em Paz Cida, você cumpriu sua missão gloriosamente e além dos animais com certeza haverá uma multidão de Anjos e Devas para recebê-la.


NÃO ERA UM ANJO
Autor desconhecido

O pequeno filhote e o c
ão mais velho estavam deitados à sombra, sobre a grama verde, observando os reencontros. Às vezes um homem, às vezes uma mulher, às vezes uma família inteira se aproximava da Ponte do Arco-Íris, era recebida por seus animais de estimação com muita festa e eles cruzavam juntos a ponte. O filhotinho cutucou o cão mais velho:
 

- Olha lá! Tem alguma coisa maravilhosa acontecendo!
O c
ão mais velho se levantou e latiu:
- R
ápido! Vamos até a entrada da ponte!
- Mas aquele n
ão é o meu dono, choramingou o filhotinho; mas ele obedeceu. Milhares de animais de estimação correram em direção àquela pessoa vestida de branco que caminhava em direção à ponte. Conforme aquela pessoa iluminada passava por cada animal, o animal fazia uma reverência com a cabeça em sinal de amor e respeito. A pessoa finalmente aproximou-se da ponte, onde foi recebida por uma multidão de animais que lhe faziam muita festa. Juntos, eles atravessaram a ponte e desapareceram. O filhotinho ainda estava atônito:
 

- Aquilo era um anjo? Perguntou baixinho.
- N
ão, filho, respondeu o cão mais velho.
 

"Aquilo era mais do que um anjo. Era uma pessoa que trabalhava em um abrigo de animais." 


E complementando: Era uma protetora animal, que viveu sua vida para dar uma vida mais digna para os animais.


17 de dezembro de 2010

REFLEXÕES SOBRE A EUTANÁSIA

 
REFLEXÕES SOBRE A EUTANÁSIA ©, por Juan Agustín Gómez

Depois de alguns anos de prática na clínica de pequenos animais, foi-se desenvolvendo em mim uma crescente inquietude acerca deste tema. Sempre achei necessário ter uma posição, uma atitude coerente e sobretudo honesta frente a esta situação onde tantas vezes me vi envolvido. Em muitas destas vezes, o resultado mecanicamente escolhido estava de acordo com os "usos e costumes" social e profissionalmente aceitos. Passaram-se uns tantos anos: acumulei experiência, observei com cuidado e atenção, incorporei informação e atualmente creio poder expressar uma opinião. Antes de tudo, devemos esclarecer o significado da palavra eutanásia, com o propósito de que todos saibam a que nos referimos quando a mencionamos. Pessoalmente acho que é empregada de forma incorreta uma vez que, segundo sua etimologia, significa "boa morte" ou "bem morrer" e o dicionário a define como "morte sem sofrimento".

Raramente aquele que a pratica se detém para pensar se está provocando algum tipo de sofrimento em sua vítima. Recordemos, como exemplo, o tristemente difundido uso de miorrelaxantes que, simplesmente, matam por asfixia. Vou tratar apenas da situação limite que ocorre na relação entre paciente, proprietário e médico veterinário, na prática diária da clínica de pequenos animais, excluindo aqui todas as outras circunstâncias, razões e meios pelos quais chega-se a decidir que um ou vários animais devem morrer. A análise das motivações culturais, sociais, sanitárias e econômicas implica em um conhecimento técnico amplo e profundo de cada um desses campos e não me parece prudente tratá-los superficialmente. De todo modo, qualquer que seja o ponto de partida, a meta é a reivindicação de um princípio ético fundamental: o respeito pela vida em todas as suas formas. Da mencionada relação entre paciente, proprietário e médico veterinário, tentarei analisar, primeiro, as diversas atitudes de dois de seus membros.

Deste modo, sigo o costume estabelecido em nosso meio: prescindir da opinião do terceiro. Deixarei para o final a observação da situação e a atitude deste terceiro personagem que é, obviamente, o paciente. É imprescindível que o médico veterinário e o proprietário coincidam em sentido afirmativo para que o fato aconteça. Por que o proprietário decide que seu animal deve morrer? Porque está muito velho, surdo, quase cego e caminha com dificuldade e " ele não pode suportar" vê-lo nestas condições, recordando os momentos felizes que passou vendo-o brincar quando era jovem. Porque, ainda que seja jovem, "ele não tolera " vê-lo com esse aspecto horrível da enfermidade da pele, crônica e tão rebelde aos tratamentos e que, por outro lado, produz um cheiro tão desagradável, "pobrezinho"(?). Porque a enfermidade é grave, com poucas possibilidades de ser superada e "ele sofre muito" pensando que, após tanta luta e dor, de qualquer forma seu animalzinho pode morrer. Porque a situação familiar derivada da preocupação pela enfermidade do animal, "tornou-se insustentável". Porque, sinceramente, crê que existe uma possibilidade de poupar sofrimentos supostamente inúteis em um animal que ama de verdade. Porque aceita o conselho do médico veterinário.

 Os quatro primeiros casos _ cujos argumentos tenho ouvido, quase textualmente, com muita freqüência _ são o resultado de uma atitude absolutamente egoísta, referindo-se à preocupação que o dono tem pelo seu próprio bem-estar e esquecendo de considerar quem de fato necessita. Quem nos deu tantos momentos felizes durante muitos anos, merece que dediquemos alguns meses de esforço e alguma preocupação para ajudá-lo a transitar sem dor pelos últimos momentos de sua vida. O ser que nos orgulhou com sua beleza não merece ser condenado à morte porque momentaneamente não satisfaz às necessidades estéticas de nossa vaidade. Nossa própria dor pelo enfermo que sofre não pode ser contemplada antes da dor do enfermo, porque é ele quem necessita de ajuda. E a situação familiar? Muitas vezes se invoca a presença das crianças, para as quais a situação resultaria uma experiência desagradável. Porque não aproveitar para brindá-las com um exemplo de solidariedade para com aquele que sofre e de amor pela vida? Os motivos expressados nos casos 5 e 6 merecem ser incluídos nas considerações gerais. Seria bom pensar se por trás desse "poupar sofrimento" não se oculta a intenção de livrar-se de um verdadeiro peso ou se o conselho do profissional não é apropriado e oportuno para aliviar um sentimento de culpa pela consumação de um ato que não se poderia levar a cabo sem a presença de um cúmplice. Por que o médico veterinário decide que seu paciente deve morrer? Porque o considera incurável. Porque as escassas possibilidades de cura não justificam os esforços de todo tipo que deveriam ser realizados.

Para poupar seu paciente de sofrimentos " supostamente inúteis". Porque o proprietário pede. O prognóstico de incurabilidade é pronunciado com freqüência de forma muito chamativa, a tal ponto que caberia questionar a utilidade de tantos anos de estudos realizados por veterinários, uma vez que, aparentemente, só são "atendíveis" as enfermidades que não apresentam verdadeira gravidade. Como médico veterinário, devo confessar que o prognóstico de incurabilidade, sobretudo se o diagnóstico vem acompanhado de alguns exames complementares e a sentença é pronunciada em tom acadêmico, é uma saída elegante cheia de vantagens. A saber: Libera da responsabilidade de enfrentar um tratamento com probabilidades de fracassar. Os fracassos, ainda que em casos gravíssimos, sempre provocam certa perda de prestígio. Alivia o esforço de trabalho e dedicação que significa um enfermo grave. No caso da eutanásia ser aceita pelo proprietário (coisa muito provável), acaba-se prontamente com um "caso problema", dispondo-se de mais tempo para as vacinações e casos sem gravidade, que são a fonte mais importante de ingressos fáceis. Pessoalmente, quando, diante de um caso muito grave, me requerem um prognóstico definitivo, costumo responder que só podemos estar seguros daquilo que conhecemos com certeza, porém este tipo de conhecimento certeiro é muito escasso entre os homens.

 O que conhecemos é ínfimo em relação ao que não conhecemos. Deste modo, ninguém, ninguém em absoluto, pode ter a certeza, a segurança de que um paciente indefectivelmente morrerá. Dito de outra maneira, só poderemos assegurar a incurabilidade de um paciente quando este estiver morto. Todos os milagres são simples evidências de nossa ignorância. Continuo assombrado cada vez que presencio a cura de um caso que, de acordo com o diagnóstico da entidade clínica, perfeitamente realizado, deveria ser considerado como perdido. Da mesma forma, me assombro diante do fatal desenlace de casos que aparentemente estavam bem controlados. Sendo assim, podemos nos perguntar: devemos condenar um animalzinho à morte simplesmente porque ignoramos a forma de curá-lo? Nossa missão como médicos é lutar pela vida do enfermo, tratando sempre de curá-lo ou ao menos aliviá-lo, com todos os meios disponíveis, colocando-nos ao seu lado e não ao lado da enfermidade e da morte.

Todo ser vivo tem o direito de ser favorecido pelo "milagre" e não podemos negar-lhe esta oportunidade. Com freqüência, esquece-se de consultar outros profissionais e especialmente evita-se recorrer a outro tipo de medicina não convencional ou a métodos considerados mágicos ou curandeiros, como se o dogma científico fosse mais importante que a vida do paciente.

Como podemos trair aquele que nos pede ajuda e confia em nós?

O orgulho pessoal, a necessidade de prestígio, consideração e, inclusive, o interesse material, valem mais que a vida e o bem-estar de nosso paciente? Aprofundando um pouco mais, afirmo que os homens, qualquer que seja o grau de autoridade científica, social ou cultural alcançado, não temos o direito de destruir aquilo que somos incapazes de criar e cujo profundo mistério desconhecemos: a vida. Na situação analisada, quando falo de vida, refiro-me especificamente à vida do paciente. Tratarei agora da condição do "terceiro personagem", a quem considero o mais importante. Se ele pudesse falar e lhe perguntássemos sua opinião, o que diria? Se ele pudesse... porém... não pode? Quantos de nós e, quantas vezes, nos detivemos a escutar sua voz?

Todos os animais são capazes de fazer-nos saber o que querem, o que sentem, especialmente se convivemos com eles. No caso de animais doentes, esta expressividade conserva-se e até exalta-se em alguns, resultando quase óbvio que, além da expressão e da atitude, cada sintoma é um pedido de ajuda. Além disso, foi observado que os animais são capazes de certo "voluntarismo" com relação a sua vida, tal é o caso de cães que, por terem morrido seus donos, "decidem" morrer também (cada leitor deve conhecer uma história semelhante). Apresento a seguir um episódio arrepiante de sobrevivência voluntária, a mim relatado por uma pessoa próxima dos protagonistas da história, da qual foi testemunha ocular. Tratarei de resumi-lo.

Um homem, por razões de trabalho, deve viajar e ausentar-se por um período bastante longo. Seu cão, já velho, permanece em sua casa em companhia da família. Na ausência do dono, o cachorro adoece gravemente e o médico veterinário que o atende prognostica um desenlace fatal em curto prazo, chegando, inclusive, a propor a eutanásia para evitar o que considerava uma agonia inútil. Os familiares preferem não tomar nenhuma decisão sem o consentimento do dono que, ao ser comunicado do fato, decide regressar para casa. Enquanto isso, passam os dias e o cachorro permanece em um estado de estupor comatoso, não come nem bebe, apenas respira. Ninguém, nem mesmo o médico veterinário, consegue explicar como é possível que continue vivendo. Já deveria estar morto. Permanece nessas condições por quase uma semana. Finalmente o dono regressa e o cachorro, que tinha permanecido "inconsciente" todo esse tempo, ao entrar o dono, levanta a cabeça e olha para ele.

O dono aproxima-se e, chorando, o acaricia. No momento em que recebe a carícia, o cachorro morre. Como é possível que proprietário e veterinário decidam, às vezes tão superficialmente, o destino de uma vida como esta? Alguém poderia dizer e, de fato tenho ouvido isso muitas vezes, que é "desumano" permitir a dor "inútil" de um cão que nem tem esperanças de salvação. Tenho mencionado a relatividade e subjetividade do conceito de incurabilidade, de modo que agregarei outra afirmação: creio que não existe nenhuma dor física que supere aquela que produz a certeza da morte artificial iminente produzida com a cumplicidade de quem se tem amado tanto. Poucas pessoas ignoram que os cães percebem nossa atitude, ainda que não façamos absolutamente nada, de maneira que é evidente que "sabem" o que vamos fazer e quando começamos a fazê-lo. Quando chamamos nosso cachorro para sair para passear, ele vem imediatamente, porém quando o chamamos para tomar banho (quando não gosta de banho) ele se esconde, ainda que nosso tom de voz possa ser igual.

Quando o levamos ao consultório do veterinário, resiste a passar por este lugar, ainda que o caminho seja o mesmo que fazemos para levá-lo à praça. Há ainda muitos outros exemplos. Como podemos pensar, então, que ele não sabe que vamos matá-lo? Ele sabe disso e nenhum sofrimento físico é comparável com a angústia que este fato lhe produz. Quem já olhou nos olhos de um cão neste momento, não esquecerá jamais este olhar. Eu nunca o esquecerei. Como também não esquecerei nunca o último caso de "eutanásia" que cheguei a praticar. Tratava-se de uma cadela com uma encefalite em período depressivo, que encontrava-se em coma havia quarenta e oito horas. Quando, em cumplicidade com o dono, convencidos de que era o melhor, tomamos a nefasta decisão, preparei a seringa e, ao inclinar-me sobre meu paciente para injetá-la, começou a sacudir-se tentando, ainda inconsciente, levantar-se como para escapar. Estou absolutamente convencido de que ela sabia o que eu ia fazer. E, se eles conhecem as nossas intenções, como vamos abandoná-los justamente quando mais necessitam de nós?

Não somos capazes de dedicar-lhes alguns dias, horas ou semanas, enquanto eles foram capazes de dedicar-nos toda sua vida? Estou me referindo principalmente aos cães porque é uma das espécies que têm maior contato com o ser humano e, portanto, nos sentimos familiarizados com eles. Todos, absolutamente todos os seres vivos, sofrem a morte e digo "a morte" e não exclusivamente sua própria morte. Como exemplo disso bastaria remeter-se às extraordinárias experiências relatadas no famoso livro A vida secreta das plantas. O único que conhecemos da vida são suas manifestações: uma das principais características observadas na substância viva é sua luta constante pela conservação da vida. Cada célula, cada ser unicelular, cada partícula do protoplasma está lutando para conservar-se viva, para dispor do maior tempo possível para alcançar suas "metas biológicas".

Então, este animalzinho que estamos planejando matar, não se sentiria feliz, apesar das dores de uma enfermidade que o está derrotando, em saber que estamos ao seu lado, lutando pela sua vida até o último momento? Cada ser vivo tem seu tempo. Seu tempo para nascer e seu tempo para morrer. Não conhecemos as leis que regem a infinidade de circunstâncias que conduzem ao nascimento de um novo ser, de um ser único, inédito, irreproduzível, e a infinidade de circunstâncias que determinam o final desta vida única e inédita. Matar é apenas isso: matar, destruir a vida. Jamais devemos admitir que a morte artificial, provocada, possa produzir algum benefício.

Todo ser vivo tem o direito de viver até seu último instante, de dispor de todo seu tempo e de alcançar "seu próprio fim", sua morte natural e esta é a única, a verdadeira eutanásia. Todo o resto é assassinato. "Não matarás", nos diz um dos Mandamentos, e isto quer dizer também " não matarás em teu coração", que significa a profunda e verdadeira atitude vital de respeito pela maravilhosa Criação na qual estamos incluídos. Em outras palavras, só o amor pode salvar-nos.



Dr. Juan Agustín Gómez, é autor do excelente  livro: A Homeopatia na Vida de Nossos Animais.

15 de janeiro de 2010

PENSE NO HAITI. REZE PELO HAITI. SEJA SOLIDÁRIO COM O HAITI




Engana-se quem acredite que sua pátria seja o país onde nasceu apenas. Nossa Pátria é o Planeta Terra é o Cosmos.  Quando vemos a devastação que aconteceu na vida de nossos irmãos no Haiti, é hora de pararmos para a reflexão, como a vida é tênue, como em um segundo podemos não estar mais aqui, ou estar não desejando estar, muitos desses nossos irmãos estão vivos, mas com fome, sede , medo, dor ou até mesmo soterrados sob a terra, não estar mais aqui não é tão sério afinal, sabemos que um dia todos partiremos deste planeta que nos recebe com carinho amor, belezas naturais e tudo que realmente necessitamos. 

Talvez, seja hora de refletirmos no que, realmente é importante e necessário, essa nossa compulsão de ter, comprar, possuir, sem se preocupar com a Natureza, com a vida.
  Um dia me perguntaram: o que vale mais: uma folha de papel ou um carro? Já ia dar a resposta padrão, mas parei e percebi que não se mede valor, mas necessidade, então respondi: depende da sua necessidade pode ser que uma folha de papel valha mais que um carro, tudo depende da situação, da sua necessidade. 

Nós somos abençoados com abundância de água, e na maioria das vezes a desperdiçamos, de maneira “natural” ao escovar os dentes, por exemplo. E lá estão nossos irmãos no Haiti, desesperados por um “gole”, e com certeza que é aquele que desperdiçamos todas manhãs numa tarefa simples e “normal” que é escovar os dentes, ou ao nos ensaboar com a torneira aberta na hora do banho.  

 “Um funcionário da Reuters disse: “A ajuda, no entanto, ainda não chegou aos haitianos necessitados que vagam pelas ruas dilapidadas de Porto Príncipe, buscando desesperadamente água, comida e assistência médica. "Dinheiro não vale nada agora, água é a moeda", Sabemos que a “Água é fonte de vida”, sem água será impossível a vida na Terra.

Ouço muito as pessoas dizerem que a Natureza está se vingando de nós, não acredito, ela sempre foi amorosa e generosa conosco nesses milhões de anos, acredito que Ela também chegou ao seu limite, chegou a exaustão, portanto, já não consegue mais “segurar” nossa imprudência, nossa ganância, nossa infidelidade para com ela.

Cidadãos deste Planeta a hora é de reflexão, não de lamentações ou de: “não tenho coragem” de ver tanto sofrimento, então fazer de conta que nada aconteceu e continuar a manter nossa vidinha de sempre. Afinal, não aconteceu aqui, foi lá longe. Ou ufa! Ainda bem que não foi aqui.

A Vida na Terra pede socorro.

Pense no Haiti. Reze pelo Haiti”
Caetano Veloso