19 de agosto de 2016

24 de maio de 2016

4 de abril de 2016

Dia Mundial dos Animais de rua


COMO SE MORRE DE VELHICE

Como se morre de velhice
ou de acidente ou de doença,
morro, Senhor, de indiferença.

Da indiferença deste mundo
onde o que se sente e se pensa
não tem eco, na ausência imensa.

Na ausência, areia movediça
onde se escreve igual sentença
para o que é vencido e o que vença.

Salva-me, Senhor, do horizonte
sem estímulo ou recompensa
onde o amor equivale à ofensa.

De boca amarga e de alma triste
sinto a minha própria presença
num céu de loucura suspensa.

(Já não se morre de velhice
nem de acidente nem de doença,
mas, Senhor, só de indiferença.)

Cecília Meireles, in 'Poemas (1957)'

14 de março de 2016

Dia Nacional dos Animais


"Todos os animais nascem iguais perante a vida e têm os mesmos direitos à existência." 

Declaração Universal dos Direitos dos Animais

5 de dezembro de 2015

COMO NASCERAM AS TRICOLORES

COMO NASCERAM AS TRICOLORES
Amara Antara
Para Esperança

Num tempo além do tempo, no momento da criação de todas as formas de vida sobre Terra, foram surgindo os animais cada um com suas peculariedades, foram criados segundo as características de cada espécie.

Quando chegou a vez dos felinos, o primeiro a ser criado foi o guepardo (Chita), o Criador lhe disse: entre os animais terrestres serás o mais veloz. Depois veio o leão, serás conhecido como o rei dos animais.

E assim, o Criador foi colocando cores, beleza, harmonia em cada um, porém, todos foram criados com as mesmas características, respeito e amor pela Natureza.

O Criador compadeceu-se dos humanos e resolveu criar os animais domésticos, para que pudessem “domesticar” o coração dos homens e os ensinar a amar incondicionalmente.

Primeiro vieram os cães, chegaram alegres, entusiastas, servis, amorosos e leais.

Em seguida vieram os gatos, apesar de amorosos, leais e companheiros como os cães, tinham a missão de ensinar aos humanos a sabedoria do silêncio, da observação e da sintonia com a alma.

Foram recebendo as formas e cores, primeiro vieram os brancos, depois os amarelos, depois os pretos, os cinzas etc.

Assim disse o Criador:
Ao branco, terás a pureza das crianças.
Ao amarelo, terás o esplendor do sol.
Ao preto, terás o mistério da noite.
Ao cinza, terás o mistério da noite (preto) permeado com a pureza do branco.

Porém, todos os gatos, de todas as cores e raças receberão uma individualidade meditativa, serão diferentes da maioria dos animais, terão o direito de subir nas árvores, muros e poderão ver o “mundo” do alto dos telhados com elegância e graça.

De repente apareceu uma pequena gatinha ainda “inacabada” que ao aproximar-se do Criador, se esfregou, ronronou e deitou-se silenciosamente e delicadamente aos seus pés.

O Criador lhe disse: pequena criatura terás a pureza do branco e a delicadeza das nuvens.

Depois deu uma pincelada do preto e disse: terás a mistério da noite escura.

Depois uma pincelada do amarelo, e disse: terás o fulgor do sol que brilha no firmamento.

Pequena criatura serás diferente de seus irmãos felinos,
suas cores ficarão na memória dos humanos para que aprendam a desenvolver.

Do branco: a pureza nas intenções e no coração.
Do preto: na escuridão é que poderão encontrar o caminho para a pureza.

Do amarelo: depois de atravessarem a escuridão com confiança e sabedoria, encontrarão a luz que está em seu interior.

Muitas vezes as tricolores terão o tom cinza no lugar do preto, para fazê-los lembrar-se da chuva que fecunda a terra nas manhãs cinzentas e frescas.

Algumas de vocês nascerão como a beleza do sol no firmamento, outras nascerão com a beleza do alaranjado para lembrá-los das cores do nascer ou do pôr do sol.

As tricolores trarão a energia feminina ao mundo, terão a missão de serem mães, aprenderão a amar e dar vida a outras vidas.

Porém, as tricolores e todos os gatos caminharão pela Terra silenciosamente, com leveza, beleza, delicadeza e um certo mistério.
Assim, nasceram as lindas tricolores.

10 de maio de 2015

CONVIVENDO COM OS ANIMAIS DESDE CEDO


CONVIVENDO COM OS ANIMAIS DESDE CEDO

Seu filho pede insistentemente um animalzinho de estimação e você tem dúvidas se atente ao pedido. Quer uma dica? Saiba que um animal de estimação ajudará no desenvolvimento emocional e social da criança.

Com um animal de estimação, o pequeno da família não mais terá poder total como tinha com seus brinquedos. Para cada atitude dela, o animal de estimação terá uma reação, atuando diretamente no processo de socialização da criança.

Um animal necessita de cuidados e a criança precisa ter responsabilidade sobre eles. Essa responsabilidade depende da idade do menino ou menina e deverá ser orientada e estimulada por um adulto.

Crianças pequenas ainda não sabem distinguir o seu bichinho de pelúcia do animalzinho de estimação e podem machucá-lo ao apertar demais, jogar para o alto ou mesmo bater para recriminar algo que o animalzinho tenha feito. Essa relação pode causar danos físicos ao animal e à criança (o gato pode arranhar ou o cachorro morder ao reagir a uma “agressão”).

Nessa situação, o adulto tem que estar sempre muito atento, procurando conversar com as crianças sobre como lidar com o animalzinho, do que ele gosta e o que pode machucá-lo.
A criança pode ficar encarregada, com ajuda do adulto, de limpar o ambiente do seu animalzinho, dar comida e fazer carinho.

Com crianças acima de 5 anos, os cuidados com seus animaizinhos podem aumentar. O filho já pode levar o bicho de estimação para passear, dar banho e até aprender alguns comandos de adestramento. Existem cursos de adestramento para o público infantil.
Aprendendo com os animais - A responsabilidade que a criança terá ao cuidar do seu animalzinho desenvolve a autonomia, afetividade e os mais diversos sentimentos como alegria, frustração e respeito.
Atenção para que os cuidados de relacionamento com o animal de estimação não se tornem uma obrigação para a criança. Ela deve estar consciente de que os animais precisam de respeito e carinho, assim como qualquer relacionamento.

O convívio com o animal de estimação influenciará nas relações futuras com os amiguinhos. A criança que convive com animais de estimação é mais afetuosa, sociável, justa e não é individualista.
Além do contato com os sentimentos que precisará para lidar com outras pessoas, o animal pode trazer a experiência com a perda. A criança aprenderá sobre o ciclo da vida, desde o nascimento até a morte e o quanto isso é natural.

Mamãe - Agora o recado é para as mamães que ficam preocupadas quanto ao risco de alergias. Estudos mostram que crianças que convivem nos primeiros anos de vida com animais de estimação estão menos propensas a desenvolver alergia, pois o seu sistema imunológico já está “acostumado” com os agentes alergênicos encontrados nos animais.

Já o sistema imunológico de crianças que cresceram sem contato com animais não reconhece os agentes alergênicos provocando reações. Não esqueça de levar o animalzinho ao veterinário sempre para que receba os cuidados necessários e evitar doenças, sempre acompanhado de seu filho para que também escute as orientações do doutor criando assim mais responsabilidade.

Cuidados com os bichinhos - antes de escolher um bichinho, consulte um veterinário para que este auxilie na escolha de acordo com sua possibilidades, como ambiente onde o bichinho irá viver, espaço que necessitará, necessidade de passeios, etc. Além disso, ele lhe orientará quanto às questões de saúde e prevenção de doenças do seu animalzinho, especialmente quanto às zoonoses (doenças que são transmitidas dos animais para o ser humano). No caso, de crianças convivendo com animais isto é muito importante, pois elas estão sempre levando a mão à boca, e o risco de contrair algum tipo de zoonose é maior.

Bruno Rodrigues

FONTE: http://guiadobebe.uol.com.br/convivendo-com-os-animais-desde-cedo/

17 de fevereiro de 2015

DIA MUNDIAL DO GATO

DIA MUNDIAL DO GATO 

Comemora-se tantas datas, na maioria das vezes fica-se só na comemoração, dia do gato, dia dos animais, dia da árvore, dia da água, dia do meio Ambiente etc.

Hoje é um bom dia para refletirmos sobre o abandono dos gatos, refletirmos contra o preconceito contra eles, preconceitos variados, gato preto dá azar, gatos são transmissores de supostas doenças, gatos são traiçoeiros, gatos só gostam da casa.

Aproveite esse dia, abra seu coração e comemore adotando um gato abandonado, castrando um (s) gato de rua, ou castrando um gato de alguém que não tenha condições.

Ama gatos?
Quer ajudar? 
CASTRE... CASTRE... CASTRE...
Não abandone
ADOTE...
NÃO COMPRE..

1 de fevereiro de 2015

Lawrence Anthony O Encantador de Elefantes


ELEFANTES VIAJARAM DURANTE DIAS PARA PRESTAR SUA ÚLTIMA HOMENAGEM AO SEU BENFEITOR. MAS COMO ELES SOUBERAM DE SUA MORTE ?

Lawrence Anthony, uma lenda viva na África do Sul, autor de 3 livros, entre eles o best-seller O Encantador de Elefantes, valentemente resgatou inúmeros animais selvagens e reabilitou elefantes por todo o planeta após serem vitimados por atrocidades humanas. No dia 7 de março de 2012 Lawrence Anthony faleceu. Deixou saudades e é sempre lembrado por sua esposa, dois filhos, dois netos e numerosos elefantes. Dois dias após seu falecimento os elefantes selvagens apareceram em sua casa guiados por duas grandes matriarcas. Outras manadas selvagens apareceram em bandos para dizer adeus a seu amado amigo-homem. Um total de 31 elefantes havia caminhado pacientemente por mais de 12 milhas para chegar à sua residência sul-africana.

Ao testemunhar este espetáculo, os humanos obviamente ficaram abismados não apenas por causa da suprema inteligência e timing perfeito com que esses elefantes pressentiram o falecimento de Lawrence, mas também devido às profundas lembranças e emoções que os amados animais relembraram numa forma tão organizada.

Caminhando lentamente - durante dias - marchando pelo caminho numa fila solene desde seu habitat até a sua casa.
Assim, como os elefantes da reserva, pastando a milhas de distância em partes distantes do parque poderiam saber da morte de Anthony ? "Um homem bom morreu de repente" diz a Rabina Leila Gal Berner, Ph.D., "e vindo de muito, muito longe duas manadas de elefantes, sentindo que eles haviam perdido um amado amigo humano, se moveram numa solene procissão fúnebre para visitar a família enlutada na residência do falecido."

"Se alguma vez houve uma ocasião em que pudemos realmente sentir a maravilhosa intercomunicação de todos os seres, foi quando refletimos sobre os elefantes de Thula Thula. O coração de um homem para de bater e os corações de centenas de elefantes se entristecem.

 O coração tão generoso e dedicado deste homem ofereceu a cura a esses elefantes e agora eles vem prestar sua carinhosa homenagem a seu amigo."

A esposa de Lawrence, Françoise, estava particularmente comovida, sabendo que os elefantes não haviam vindo a sua casa antes desta data por bem mais de três anos ! Mas sabiam perfeitamente aonde estavam indo ! Os elefantes obviamente queriam apresentar suas sentidas condolências, em honra a seu amigo que havia salvado suas vidas e tamanho era o seu respeito que ficaram por dois dias e duas noites sem comer absolutamente nada. 
E assim, uma manhã, eles partiram para a sua longa viagem de volta.


FONTE:  https://www.facebook.com/photo.php?fbid=373642129424202&set=a.147235342064883.28545.100003352552952&type=1&theater

Elefantes a caminho da casa de Lawrence Anthony


Tributo a Lawrence Anthony - O "Encantador de Elefantes"

13 de dezembro de 2014

Neste Natal adote um animal abandonado

“Me desinteresso facilmente quanto aquilo que causa-me mera curiosidade, mas jamais abandono aquilo que cativa-me verdadeiro amor.”
______
Jamais me desinteresso de vidas, de sentimentos, seja de vidas humanas ou não humanas.
Portanto, nunca abandone seu animal, nada justifica o abandono de um ser indefeso, nem na doença, nem nos reveses da vida e tampouco quando envelhecem ou ficam doentes.
Reflita!

"Jamais abandono aquilo que cativa-me verdadeiro amor.”

12 de dezembro de 2014

Neste Natal adote um animal abandonado

Eles sofrem maus-tratos por que na maioria das vezes viram o rosto ao sofrimento deles, passamos indiferentes, é apenas um cão, um gato, uma pombinha, rato, uma rolinha etc.
Ouço muito, meu vizinho não cuida de seu animal, tenho dó (detesto essa palavra), mas o que eu posso fazer? Essas frases são atos de covardia com quem não pode pedir ajuda, eles sofrem em silêncio, seja a voz deles denuncie, o medo de se expor é igual a exposição que você teria se fosse uma criança, um idoso ou uma mulher.
Tome uma atitude DENUNCIE.

“Nós precisamos entender melhor a natureza humana, porque o único perigo real que realmente existe é o próprio homem.”
Carl Jung

30 de novembro de 2014

Capital finlandesa pode dar adeus ao transporte individual a partir de 2015

Testes para sistema impressionante de integração entre veículos urbanos toma formas em Helsinki

Em uma década, Helsinki, a capital da Finlândia, espera se tornar uma cidade livre de carros. Pelo menos no sentido individual da coisa. Lá, os jovens cidadãos sequer querem saber de comprar um. É esperado que, em dez anos, todas as formas de mobilidade sejam integradas e compartilhadas, sendo assim desnecessário o uso individual do veículo. Parece ficção científica utópica, mas a parada já está bastante palpável.

Isso porque, a partir do ano que vem, a cidade vai implantar um sistema de “mobilidade por demanda”, que funciona como uma “rede de compartilhamento de automóveis” totalmente disponível por um app. Por meio de um smartphone, a pessoa informa até onde quer ir e o aplicativo arranja o melhor tipo de transporte, além de já fazer o pagamento por isso. Os caras inventaram o celular com a Nokia (quem descobriu isso assistindo Transformers toca aqui!) e agora estão realmente levando a tecnologia portátil ao nível absurdamente grande. Sério.

“Pera ai, cara, eu não entendi nada disso dai!” Acalmai teus ânimos, amiguinho, a coisa é realmente complexa e vamos ver as aplicações disso. Segundo o Helsinki Times, esse sistema deverá ser inteligente o bastante para saber se vai chover ou não e, dessa forma, indicar se sua rota será feita com um ônibus ou de bicicleta, por exemplo. Se for viável ainda que o usuário utilize diversos meios de transporte, isso também será indicado pelo sistema.

Os usuários desse sistema poderão pagar por milhas percorridas ou assinar um pacote mensal ilimitado. Pense nisso como um Bilhete Único, só que no seu celular, englobando absolutamente todo tipo de transporte disponível para você. Aliás, esse sistema tem um primo menor já rolando lá no topo do hemisfério: nele, você chama um dos micro-ônibus elétricos sob trilhos (movidos por computadores que levam umas nove pessoas) e o sistema te indica a rota mais direta para seu objetivo e voilà, nada de itinerários absurdos. Tão simples quanto andar de carro, mas ainda melhor! A taxa, nesse sistema, é um pouco mais cara do que usar o ônibus normalmente, mas ainda mais barata que um táxi. E se houver mais gente querendo fazer a mesma rota, a turma toda paga mais barato. Imagina uma coisa dessas no ônibus para Armênia? Posso dizer que, se essa moda realmente pegasse, que admirável mundo novo seria!

Esse vídeo (pequenininho, nossa) mostra um pouco como funcionam os trens/micro-ônibus da cidade finlandesa:




FONTE:http://www.ecycle.com.br/component/content/article/38-no-mundo/2819-capital-finlandesa-pode-dar-adeus-ao-transporte-individual-a-partir-de-2015.html

7 de outubro de 2014

Cientistas brasileiros afirmam que os animais têm sentimentos

Provas vão além de bichos de estimação e abrangem bois, cavalos, porcos, peixes e ratos
Evidências abrangem cavalos, porcos, peixes, ratos e bois

“Nós concluímos que os animais não humanos não são objetos. Eles são seres sencientes. Consequentemente, não devem ser tratados como coisas.” Esse é parte do texto da chamada Declaração de Curitiba, documento assinado por 26 cientistas durante o III Congresso Brasileiro de Biomédica e Bem-estar Animal, no mês passado. O objetivo é passar uma mensagem clara de que os animais têm sentimentos, assim como os seres humanos, e, por isso, não devem ser usados como instrumento em pesquisas, experimentos nem para fins de entretenimento.

Segundo a médica veterinária, PhD e pós-doutora Carla Moleno, exitem evidências científicas que comprovam o teor do documento. “Embora a afirmação pareça óbvia, na sociedade ainda é comum considerar animais como objetos”, afirma. As evidências se dividem em quatro categorias: comportamentais, neurológicas, farmacológicas e evolutivas. Elas mostram que os animais se comportam como seres humanos, além de apresentarem estrutura nervosa semelhante à do homem. Por exemplo: algumas das substâncias liberadas diante de sensações de medo, ansiedade e alegria nos seres humanos também estão presentes nos animais. Segundo Carla, existe uma explicação evolutiva para isso: tais sentimentos auxiliam na sobrevivência das espécies e, por isso, eles predominaram nos seres humanos e nos outros animais.

Essa dimensão do animal, no entanto, é relegada a segundo plano. O professor de clínica de cães e gatos da Universidade de Brasília (UnB), Jair Costa, explica que os animais costumam ser tratados como objetos por serem considerados bens de seus donos. “Existem os animais considerados de produção, como os equinos e os bovinos, e os pets, que são os animais de companhia. Ambos são tidos como bens materiais de seus proprietários e, por isso, é possível que a sociedade tenda a considerá-los objetos”, comenta o educador.

Cássia Soares, 39 anos, acredita plenamente que sua cadela, Sofia, da raça dachshund, tem sentimentos. Cássia é proprietária de uma loja de móveis usados na Asa Norte e conta que a cadela vai para o trabalho com ela todos os dias há oito anos. “Somos muito grudadas. O pessoal do comércio já conhece a Sofia por ela vir trabalhar comigo”, conta a comerciante. O marido de Cássia, Corinto Miranda, confirma: “A Sofia não sabe falar, mas ela demonstra sentimentos da maneira dela”. Ele conta que, no começo do casamento, a cadela sentia muito ciúme da dona com o novo companheiro e, por isso, não gostava dele. Agora, eles se dão bem e o animal faz parte da união como se fosse uma filha, segundo o casal.

O professor Jair Costa conta que o comportamento dos animais tem relação com a maneira como eles foram criados pelos donos. “Alguns animais são criados isolados e acabam desenvolvendo a agressividade. É daí que surgem os preconceitos, por exemplo, com os pitbulls”, esclarece. No outro extremo, quando animais são criados com atenção demais, eles desenvolvem outras características, muitas vezes semelhantes com a dos seres humanos.

AMPLA DEFESA

A Declaração de Curitiba foi assinada no III Congresso Brasileiro de Biomédica e Bem-estar Animal, que ocorreu de 5 a 7 de agosto em Curitiba, Paraná. O documento foi baseado em uma declaração semelhante, escrita na Universidade de Cambridge, no Reino Unido, em 2012, conhecida como Declaração de Cambridge sobre a Consciência Animal, que traz uma discussão mais técnica para o assunto. “Depois de dois anos da Declaração de Cambridge, a Declaração de Curitiba nasce para que a posição do meio científico possa ser usado por qualquer pessoa em qualquer contexto”, explica Carla Moleno, presidente do congresso.

O evento foi realizado pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) e contou com a presença de cientistas e veterinários brasileiros e internacionais, como o canadense Philip Low. A Declaração de Curitiba não diz respeitos só a animais domésticos. O documento defende que animais usados em circos, em laboratórios e para alimentação também são sencientes e não podem ser “objetificados”. “Apesar de o afeto ser associado aos bichinhos de estimação, não podemos esquecer que outros animais apresentam essas evidências, como cavalos, bois, porcos, peixes e ratos”, ressalta a veterinária Carla.